sexta-feira, dezembro 30, 2005
feliz 2006
E lá vou eu com minha malinha e dois pares de bíquinis tentar tirar esse mofo impregnado na minha pele. Mudei a cor do cabelo e estou me estranhando neste momento.

Vou nessa... daqui a pouco zarpo rumo ao interior [que a paz esteja convosco] e termino a leitura do "a vida sexual da mulher feia" [comprei e ao contrário do que pensei nas primeiras páginas, já não estou mais me identificando com o livro].

Feliz ano novo!

Postado por Desiree às 6:42 PM | 1 comments



quinta-feira, dezembro 29, 2005
verão & sexo
Vou virar assinante da revista VIP, pois é a mais divertida que li nos últimos tempos. A Vogue, que já foi uma das minhas favoritas [em especial nas minhas fases "pura imagem"] não tem me agradado muito ultimamente.

Nesta edição de dezembro [da Vip] há um matéria "com o sexo na cabeça" que fala sobre a chegada do verão, que consequentemente aumenta o tesão. Ai, ai, ai... preciso urgente de um casinho de férias. A matéria fala como os franceses lidaram com a teoria. Esbaldei-me de rir.

Que a França é um país libertino, todo mundo já sabe. Eu até, na minha última discussão sobre relacionamentos, demonstrei minha vontade de fuga para aquele país, pois aqui tudo me irrita demais no quesito sexo-sem-compromisso-dou-ou-não-dou-machismo-blá-blá. Ou você faz tudo escondidinho ou você é esquartejada moralmente até pelos seus amigos que se fingem de modernos.

Eu não sou atleta sexual, aliás, nem sexo ando fazendo. Cof, cof, cof... tá, domingão rolou revival e foi ótimo, porque revivais sempre são ótimos, principalmente se não rola ressaca moral no dia seguinte, mas em época de natal não tem como ter ressaca moral, já que a de álcool domina a área.

Descobri nesta matéria que o clitóris foi descoberto por um tal de Colombo em 1599. Salve, salve! Quer dizer, foi descoberto bem antes, mas quem queria saber de clitóris?? E, saber que nosso clitóris já caiu em desgraça por ter sido considerado responsável pela histeria, me dá uma certa comoção. Eu queria saber de histeria de quem. Só se foi por falta de uso, porque aí é histeria na certa. E não tinha uma palavrinha mais bonitinha para dar para a danada? Não há uma sequer que me agrade. Clitoris vem de kleitoris, kleis significando chave. Resumindo: é, a chave da felicidade mora aqui embaixo do nosso umbigo.

E, a autora ainda conta que a moda agora na terra do foie gras é o bacanal. E nada de par, o grande da vez é ímpar. Se não vira troca de casal, não é?

Hoje eu quase comprei "A vida sexual da mulher feia". Não é que minha amiga me olhou espantada e perguntou " mas para que? ". Aí eu expliquei que eu não tinha tido identificação alguma com o título. Ela sorriu aliviada, ou seja, ela me acha feia! hahahahaha...

Minha ida à Saraiva hoje trouxe algumas descobertas que eu só não comprei por preguiça [ótimos títulos para férias de verão]:

- a vida sexual da mulher feia
- a prostituta
- neurótica [é uma discussão sobre sexo feita por judeus]

E acho que agora, sexo só em 2006.... então vou voltar às minhas leituras, que pelo menos assim eu imagino alguma coisa, mesmo sabendo que por enquanto eu não vou fazer nada.

Postado por Desiree às 12:05 AM | 6 comments



terça-feira, dezembro 27, 2005
Você tem medo de namorar?
Hoje tive um almoço de mulherzinha. Almoço em que falamos sobre homens, relacionamentos, expectativas, $$$, trabalho e se der tempo, trocas de receitas culinárias, porque a mulher moderna é assim, dá conta de tudo!!! Auto-suficiente como dizem por aí [se bem que eu fujo disso, pois adoro minhas pequenas dependências alheias].

O papo hoje foi casamento. Das três, duas são casadas e uma delas é pretensa à vida de solteira. Casamento falido, desencanto, depressão. O que faz um casamento ser bem sucedido? Eu não sei, pois nunca me casei. Ontem também discuti relacionamentos. Os brasileiros demonstram pânico na hora de assumir um compromisso. Vivem se boicotando, dando um chega pra lá, não se aprofundam nas relações e ficam na borda piscina. Poucos são os corajosos que encaram um mergulho profundo [e felizes esses].

Eu morro de inveja dos europeus em que as pessoas estão sempre se relacionando, se casam e se não dá certo, não fazem qualquer cerimônia e colocam um ponto final na história e partem para outra. Prendemo-nos demais no "casamento até que a morte nos separe", mesmo a maioria não acreditando nisso. E aí vira aqueles casamentos hipócritas, em que não dá para entender o porquê da insistência.

Namorar é bom demais e mesmo assim muitos insistem em relacionamentos falidos, ao invés de se dar a oportunidade de viver outras histórias bacanas. Mas por quê? Ué, porque morrem de medo de ficarem sozinhas, de não conseguirem alguém, blá, blá, blá. Parece assunto de tia, mas é a pura realidade, pois vejo isso na rodinha em que convivo. Eu também tenho meus momentos pânicos "ah, ninguém me quer", aí depois de um tempo eu me dou conta que tenho meus requisitos mínimos para querer compartilhar minha vida com alguém. Não adianta eu ter alguém ao meu lado pelo simples fato de temer ficar sozinha. Quero estar com alguém que eu admire, que eu tenha tesão, que faça eu rir, que me ouça, que vá ao cinema comigo. O que diferencia isso de um amigo é apenas um item: sexo. É, você também pode fazer sexo com seu amigo, mas aí a história é outra.
Eu tenho alguns amigos que são verdadeiros maridos [de casamento sem tesão, porque eles não fazem sexo comigo], mas tudo funciona: falo com eles diariamente, vamos juntos ao cinema, durmimos juntos de vez em quando [só ganho cafuné], damos risadas, cozinhamos, fazemos planos, eles me ouvem, brigam comigo de vez em quando e eu sempre morro de saudades.

E aí eu penso: eu quero um namoro assim, em que o cara que estiver comigo seja amigo, cúmplice e também tenha tesão, que é o que diferencia da amizade [entre outras coisinhas]. Geralmente não tratamos nossos "partners" como amigos, ao contrário, estamos sempre cobrando, esperando, querendo, pedindo, podando, brigando.

Namoro muitas vezes é um grande show de horror. Brigas, desrespeito, ciúmes, insegurança, cobranças intermináveis, tudo tem que fazer junto. Amizade geralmente não, então por que quando alguém muda do status de "amigo" para "namorado" tudo muda? E estamos com alguém por livre escolha, ninguém nos amarra numa árvore e diz "só solto você, se você ficar com fulano", então não dá muito para entender relacionamentos sofríveis. Ou somos mesmo um bando de masoquista?

Sei que na teoria tudo é fácil, mas eu sempre procurei fazer com que meus namorados fossem meus amigos, mas falhei. Cobrei também, me senti insegura, fiquei puta quando eles não quiseram me acompanhar em uma festa e por aí vai, porém ainda assim acho que fui uma namorada razoável, pois eu respeito o limite e o espaço do outro e não abro mão das minhas amizades. Ok, estou sozinha.

Minha amiga está casada há dez anos e está há quinze anos com ele. Pelas minhas continhas, ele foi um dos primeiros namorados dela. Porém, acabou o encanto e o tesão. A dependência que ele criou por ela a sufocou. De repente, a existência dele parecia ter sentido apenas se estivessem juntos. E o pior, estagnou. Ela acordou e disse "vamos nos separar". Ele a culpou por um monte de coisas e mesmo assim está tentando reconquista-la [o que geralmente não dá certo, porque nesse estágio, a tentativa de reconquistar só tende a piorar a situação, pois precisamos "respirar"] e diz que ela não pode jogar os quinze anos no lixo. Mas quem disse que ela está jogando os quinze anos no lixo? Não há como voltar atrás, foi bom enquanto durou, próximo. Ao mesmo tempo ela diz que tem medo de ficar sozinha, de ter que começar tudo de novo.

A graça está aí. Conhecer alguém, conquistar e fazer a relação crescer. E conquistar é todo dia. Acomodar-se nas nossas próprias histórias é o que faz tudo desandar. Pronto, conquistei e acabou! É, relacionamentos são bem complexos e não há fórmula. Cada um lida de uma maneira, quer as coisas de uma forma. Não há ideal, mas há limites [que muitas, mas muitas, vezes não são respeitados].

Enfim.... estou sozinha e bem acompanhada dos amigos. Quero um namorado, mas não quero alguém que seja um problema na minha vida. E é esse que está difícil encontrar.

Adoro clubinhos da luluzinha [mas só de vez em quando], pois as neuras geralmente são as mesmas e aí nos despedimos e nos sentimos seres normais.

-->
ouvindo Own do Snow Patrol [e entediada]

Postado por Desiree às 6:22 PM | 2 comments



à francesa
Ontem eu tive uma pequena ressaca pós-encontro-com-o-ex-que-me-odiava. É uma sensação estranha que eu não sei explicar. É um misto de vontade de ver de novo, mas saber que é melhor não. Sou teimosa e não levo algumas coisas, que eu deveria, a sério demais.

Hoje recebi email de uma ex-amiga. É, eu tenho ex-namorado, ex-amigo, ex-amiga, ex-amante, ex-chefe, ex-cachorro. Acho isso tão estranho, mas sei que não podemos agradar sempre e eu tenho meus rompantes. As pessoas são sensíveis demais. Eu sempre fui muito sensível, mas aí levei tanto safanão na vida, que aprendi a ser mais dura e não levar tudo tão a sério. Eu procuro levar a vida brincando, assim ela fica mais leve e descontraída. Ah, e eu fico feliz.

Ontem [mesmo de ressaca] fui num jantar francês. No quarto prato eu já estava arriando. Entradinha, depois outra entradinha, queijos deliciosos, pró-seco, depois para acompanhar o terceiro prato a bebida era vinho rosé, no quarto prato regado a muito foie gras [dos deuses! sorry, queridos gansos] o vinho era tinto e eu já estava bêbada. Rolando de comer e bêbada. Ainda tinha mais, mas eu já mal podia olhar para a mesa. Até os vários tipos de taças [já todas vazias] à minha frente começou a ser motivo de dar uma embrulhadinha no estômago. Enfim, serviram água e na sobremesa, eu peguei um "tiquinho" só para não fazer feio.

Quatro horas comendo e bebendo!!! Quero ser francesa, até porque elas são chiques, não engordam e usam maquiagem Givenchy, Chanel ou ISL comprada com o salário do mês. O segredo não está só nas pequenas quantidades digeridas, mas no pomelo. Tudo tem pomelo, que eu acho um horror de tão amargo. Sorte que tenho espaço para gordurinhas e pude dispensar o pomelo. Ah, quanto ao foie grás eu não consegui me manter politicamente correta, tirar a bandeirola da bolsa com uma foto cruel de um ganso bem acabado e camiseta da liga protetora dos animais [camiseta molhada para não levar foie gras na cara?] e discursar sobre a crueldade contra os gansinhos para fazer todo mundo ter vontade de vomitar em seguida.

E aí foi hora de me despedir e voltar rolando para casa. Já em casa, encontrei minha amiga, que está numa fase reclamona e eu ando numa fase sem qualquer paciência, e meu amigo Seth com as pernas esticadas na varanda e uma taça de vinho na mão. Conversinhas, risadinhas, historinhas e vamos dormir, que hoje tenho que trabalhar!

Vou dar uma polida na minha lista de desejos e volto depois.

--> ouvindo Odelay - Beck

Postado por Desiree às 4:23 PM | 0 comments



segunda-feira, dezembro 26, 2005
listinha de resoluções
Hoje recebi um email de natal de um amigo que me deixou emocionada. Raramente mensagens de natal me emocionam, pois geralmente remetem à imagens que nao tenho na minha cabeça. Segunda-feira de emoções.

Uma amiga tem insistido em fazer um reveillon diferente, mas o que é um reveillon diferente? Eu não quero um reveillon diferente este ano. Eu quero um bem comum para assim abrir 2006 de mansinho e sem grandes sustos.

2005 entrou num galope só. Fiquei derrubada. Eta comecinho de ano. A festa foi ótima, os amigos eram ótimos e a casa em que estávamos era maravilhosa. Tudo perfeito, se não fosse meu coração que na época estava em frangalhos, meu emprego que estava um desânimo, minhas finanças que estavam um lixo. Enfim, não tinha nada muito bom acontecendo à minha volta.

Na virada fingi que estava tudo bem. Nesta próxima virada eu resolvi não fingir nada. Não estou melancólica, não estou afoita, não estou feliz da vida, não estou desanimada. Tá uma calmaria bege. Não fiz nem minhas santas resoluções para o próximo ano. Sempre fiz listinhas, que obviamente não cumpri, mas elas são necessárias para me dar um norte, que eu sei que não vou seguir.

Então decidi que mesmo sendo necessária, eu não vou fazer listinha. Vou ficar com meus sonhos escondidos debaixo do travesseiro e quando possível, trazê-los à tona. Então vou fazer a listinha de sonhos:

- uma viagem marcante, preferencialmente longa e para o velho continente
- uma paixão arrasadora [mas só depois de fevereiro, antes eu tenho muita coisa para fazer e não vou poder dar conta de tanta coisa, principalmente emoções fortes]
- grana extra
- trocar de carro
- ler um livro por semana [ultimamente não estou lendo nenhum ao mês, o que eu acho vergonhoso]
- ficar mais musical
- fazer yoga
- plantar uma árvore
- escrever um livro
- ter um gato [porque filho não está nos planos]
- ter prazeres mundanos
- ter noites orgásticas
- ter um fã anônimo que me mande flores
- terminar de arrumar a minha casa
- cozinhar de vez em quando
- beber menos [alcool]
- derreter menos
- ter uma vida sexual ativa
- dar uma geral no corpinho
- correr
- enquadrar todos meus posters e colocá-los na parede
- voltar ao francês
- fazer algum curso bacana [aliás, recebi a programação da Casa do Saber e passei mal com a programação do primeiro semestre, especialmente com os preços... alguém pode patrocinar este estabelecimento para que os cursos fiquem mais acessíveis? ou patrocinar minhas pequenas felicidades?]
- ir mais à praia
- dormir mais
- badalar menos
- ser menos inconstante
- parar de roer as unhas
- ser fiel à depilação
- parar de ter espinhas a essa altura da vida
- ter momentos mais "família"
- ter uma história suspeita, só para ter alguma coisa diferente para contar
- ser dama de honra do casamento da minha melhor amiga
- aprender que amizade com ex-namorado nem sempre dá certo
- trabalhar menos
- falar menos
- ouvir mais
- comer mais
- ir ao parque no final de semana
- ter sucesso
- continuar rodeada de tantos amigos ótimos
- continuar dando vazão aos meus desejos, mesmo quando eles são inconfessáveis até para mim
- dançar bastante
- rebolar
- chupar laranja
- ir ao cinema no sábado a tarde
- não fechar a gaveta de projetos
- jantar pelo menos uma vez por mês num restaurante bacana com algum amigo ótimo a tiracolo
- ser mais centrada
- ser menos grossa
- ser menos ansiosa
- tomar menos café
- parar de propagar pirataria
- ler jornal
- ir aos shows que prometem abalar 2006
- conseguir um bico qualquer nos shows só para acessar a área vip
- ser mais glamourosa
- amar o próximo sempre
- não desejar o mau nunca
- ser mais paciente com os amigos carentes [comprar um estoque de chocolate para eles]
- continuar feliz
- ah, ter uns tremeliques de vez em quando só para quebrar a rotina
- um namorado [mas só depois de abril, acho que namoros que começam em abril podem dar mais certo]
- continuar não reclamando de nada [ou muito pouco]
- largar de ser pão dura e me dar um ipod de presente
- cuidar da felicidade que às vezes é esquecida na sala
- levar minhas listinhas de desejos a sério

E ninguém merece trabalhar no dia pós-natal. O tédio aqui está mortal.
--> ouvindo Nine Inch Nails

Postado por Desiree às 6:49 PM | 0 comments



surrealidades
Há situações que passamos que são difíceis de serem distinguidas entre o real e o imaginário. Essa última noite foi assim. Resolvi sair para dançar, pois tinha a certeza de que encontraria T. Logo ele, que eu tinha quase deletado da minha vida. Não sei, mas bateu uma nostalgia. Natal é assim, sempre me deixa nostálgica. D quis ir comigo, mas eu dei um perdido. Arrumei-me e fui. Estava ansiosa. O lugar não estava cheio. Encontrei alguns conhecidos e fiquei na pista dançando. De repente vejo T sorrindo para mim. Tremi. Ele veio na minha direção e disse:

- Eu vim para cá hoje porque tinha certeza de que iria encontra-la.


- Eu também. - respondi e sorri, ainda meio aturdida
Ficamos dançando e ambos estávamos bem sem graça.

Tivemos que apelar para a cervejinha, que eu tinha prometido que não ia beber, para quebrar o gelo. Dançamos, conversamos sobre nossas vidas atuais. Parecia que tinha passado tanto tempo e ao mesmo tempo parecia que o tempo tinha sido congelado. Eu fiquei emocionada.
Fomos para a minha casa e meu celular não parava de tocar. D deixou um recado dizendo que estava indo para lá me encontrar. E foi. E não me encontrou.

Fiquei dançando na minha casa, conversando, rindo e meio aturdida ainda. Era muito estranho tê-lo na minha casa. Quando me dei conta, estávamos nos beijando. A emoção era diferente. A certeza de que o encanto que sempre houve entre nós dois já não existia mais. O mesmo beijo, o mesmo toque, as mesmas risadas, as mesmas palavras, os mesmos costumes. Às vezes eu apertava os olhos e abria para ter certeza de que o que estava rolando era real. No início da manhã, ele se foi. Deu-me um beijo, um abraço, disse que tinha adorado nosso encontro casual e que me ligaria.

Eu não sei se ele vai ligar. Provavelmente não. E assumo que foi bom.

--> ouvindo Funeral - Arcade Fire

Postado por Desiree às 1:30 PM | 1 comments



domingo, dezembro 25, 2005
é natal, é natal... olha que legal!
Fazia tempo que eu não tinha um final de semana tão tresloucado. Sexta-feira eu pisei na jaca e com os dois pés. Depois dei aquela esmagada para não ter dúvidas. Valeu. Às vezes é bom pisar na jaca.

A festinha tinha tudo para ser sem grandes emoções, mas de repente elas começaram a rolar. Troca de presentinhos, música boa, gente divertida, muito álcool e algumas substâncias ilícitas, porque às vezes elas fazem parte do repertório. Não sempre, mas às vezes. E eu não ligo.

No meio da madrugada, todo mundo já em outra dimensão, fomos para uma festinha nada típica para nós. Dançamos, transpiramos, rimos, bebemos e tentamos [em vão] conversar. Ninguém tinha condições de muitas coisas.

Quando me dei conta, eu estava beijando um menino gótico bem estranho. Góticos são sempre bem estranhos e sempre tenho a impressão que eles vieram do túnel do tempo ou de uma cápsula maluca vinda de outro planeta. Tá, eu já fui gótica, então eu posso falar.

D. foi conosco, o que foi uma surpresa das grandes. Ele andava insistindo comigo que precisa de um porre daqueles e parece que eu era a pessoa mais indicada para acompanha-lo no porre [ou cuidar dele?]. Sei que D., que nunca tomou qualquer atitude, me arrancou do gotiquinho e me lascou um beijo de cinema. É, isso que é atitude, mas morreu aí.

Seis da matina estávamos batendo na casa de um amigo, mas sem qualquer condição de raciocínio, eu resolvi voltar para casa. Apaguei até o meio da tarde e ontem só levantei para ir na ceia de sempre, com as pessoas de sempre, mas dessa vez levei D. a tiracolo comigo e foi divertido, mas às 2h30 eu já estava em casa apagada.

E, hoje o dia foi calmo. Bem calmo. Fui visitar meus pais. Revi a família, almoçamos, revi uma velha amiga [a que virou bege, mas hoje ela estava mais "colorida"], comi muito e aqui estou na dúvida se saio para dançar um pouquinho ou morro de tédio.

Feliz Natal!!

--> ouvindo "Elephant" do White Stripes

Postado por Desiree às 8:37 PM | 1 comments



quarta-feira, dezembro 21, 2005
geeks are sexy
A imagem de nerd para mim geralmente era de um ser assexuado. Não que nerd não faça sexo, pode até fazer bastante, mas faltava aquele sex appeal. Ainda tem um monte espalhado por aí.

A onda agora é "geek" [que é mais ou menos a mesma coisa que "nerd", mas não é a mesma coisa, entende?] e hoje saiu a listinha dos dez geeks mais sexy e me deleitei com as escolhas.

Quero ser geek também.

Postado por Desiree às 10:38 PM | 3 comments



festa de final de ano

Festas de empresa são sempre ótimos lugares para você descobrir quem são as pessoas com quem você trabalha. Algumas pessoas até vão para lá jurando de pés juntos que não vão beber, porque isso e aquilo. Claro, não vão beber, porque não sabem beber e vão pagar mico com certeza. E elas bebem e elas pagam micos.

Eu não ia beber, pois estou tomando alguns remédios, mas obviamente não consegui manter a pose e a latinha de cerveja não saiu da minha mão. Disseram-me que teria champagne e eu estava me corroendo por não poder beber. Não rolou e eu fiquei na velha geladinha de sempre, que aliás, caiu super mal, porque estou numa baita ressaca e com o estomago virado.

Tiveram vários prêmios, incluíndo até uma viagem para a big apple. Não levei nada. Sou apenas uma colaboradora [quem é funcionário hoje em dia?] sem muitos prestígios, mas ainda hei de ter meu lugar ao sol.

O set do dj era péssimo, mas o alcool permitiu que as pessoas não se desanimassem, mesmo reclamando até o final que o som estava ruim demais. No final, os mais ousados chegaram nos seus pretês, uns vomitaram, outros fugiram, alguns se drogaram, eu ri muito e saí de lá por volta das 4h30 da manhã com os sapatos nas mãos. Lembrou-me festa de formatura.

Vou tomar um engov e volto qualquer dia.

Postado por Desiree às 8:52 PM | 1 comments



terça-feira, dezembro 20, 2005
Melhoramos?
Um dia desses eu fui almoçar com um amigo. Parei no banco 24 horas e enquanto sacava dinheiros, um rapaz parou atrás de mim. Puxei meu amigo pelo braço e cochichei:

- Olha esse cara que tá na fila atrás de mim.

Ele achou o cara péssimo e riu quando contei que ele foi uma das minhas primeiras paixões platônicas há tantos anos atrás, que eu até me surpreendi por lembrar. Aliás, depois me dei conta de que ainda por cima eu confundi a pessoa. Ele foi uma paixão platônica, mas outra e não a que eu pensei. É, tive várias na adolescência.

- Ele parece segurança de loja, De.

- Ué, na época ele era interessante... e hmmm.... mais bonito. - e rimos

Aí meu amigo divagou o quanto os mais bonitinhos na infância e/ou adolescência não são necessariamente os que ficam mais interessantes quando crescem. Assino embaixo. Eu era a pessoa mais bege do planeta. Hoje eu posso me considerar uma pessoa interessante. Minha melhor amiga na adolescência era a mais cobiçada do colégio e hoje eu acho ela bege.

Meu amigo contou que com ele a história foi bem parecida. Passou a adolescência em branco e agora anda cotadíssimo no "mercado". Eu fui a patinho feio da turma. Magrela, despeitada, sem bunda e para ajudar, eu me escondia atrás dos meus cabelos de rapunzel e roupas largas até me dar conta de que ser magrela não é tão ruim, aí eu me libertei. Comprei tops, calças justinhas, mini-saia, vestidinhos [tudo inho] e me joguei. Fiz sucesso, viu?

Adoro quando chega época de eleição, porque reencontro a turma inteira e sou sempre uma das que mais chama atenção. Faz um bem enorme a minh auto-estima, porque ela sofre do mal do século que é adorar ficar nos pés. Não me tornei em ninguém de parar o trânsito [só consigo isso quando bato o carro, o que não é raro de acontecer], mas quando nos damos conta de que a natureza não nos priviligiou, temos algumas opções e uma delas é criar um estilo. Foi o que estava mais ao meu alcance. Aos poucos me moldei em alguém interessante. Não bonita, mas interessante.

E não querendo defender o meu lado, mas prefiro pessoas interessantes e de estilo à pessoas apenas bonitas fisicamente. Claro que sorte tem quem é bonito, interessante e ainda tem estilo.

Beleza pode não ser tudo, mas ela faz diferença num mundinho de tantas futilidades como o nosso. E eu posso dizer que as coisas ficaram mais fáceis para mim, mas ainda não o suficiente. Acho que preciso de um "photoshop".

Postado por Desiree às 7:27 PM | 4 comments



un beau jour pour mourir
Hoje estava conversando com um amigo [aliás, ex-namorado] no msn. Queria estar com o mesmo dilema que ele: para onde viajar no final do ano? Eu tenho tantas opções, mas não tenho dinheiro para ir para nenhuma delas.

No caso dele, ele tem dinheiro, mas quer economizar. Está pensando na Jamaica, pois disse que o Brasil está caro demais. Agora veio com um papo de ir para a Colômbia, pois falaram para ele que na Colômbia tem muita mulher bonita. Em contra-partida ele não sabe o que tem para fazer lá. Já a Jamaica parece ser um ótimo roteiro para solteiros.

Querendo ajuda-lo, eu sugeri Europa. Ele resmungou que lá está muito frio e ele quer sol. Entendo, eu já virei o ano na Europa e foi uma droga. O glamour era só ao dizer "reveillon na Europa", porque na prática eu preferia mesmo era estar em alguma prainha tropical rodeada de amigos. Foi um bode o meu reveillon por lá e à 0h eu já estava dormindo. No dia seguinte acordei de ressaca e na TV estava passando a virada de ano carioca. Cortei os pulsos e quase não voltei para o reveillon seguinte.

Virei abóbora.... hora de apagar, pois dopada eu já estou com tantos remédios para dar cabo nesta gripe maldita. Descobri que nas próximas festinhas de comemorações de final de ano que vão rolar esta semana, eu não poderei beber em nenhuma.

Espero que em 2006 seja tudo diferente [e melhor].

Postado por Desiree às 12:09 AM | 4 comments



segunda-feira, dezembro 19, 2005
pecados...
Contei para a minha amiga o sonho que tive com o marido dela. Ela ficou puta. Pensei que fosse porque fui abusada por ele, mas não, ficou puta porque ficou de fora.

Até se animou com a história e disse que eu deveria visitá-los. Achei o máximo o convite. Fiquei imaginando a minha persona apimentando um casamento de muitos anos. E por aqui não tem rolado nada de excitante mesmo e muito menos alguma perspectiva de diversão, há de se pensar na hipótese! Presente de natal para o casal de amigos queridos! Ou melhor, troca de presentes.

--pedidos de final de ano--

Que em 2006 eu seja uma garota muito bem comportada, porque em 2005 eu pequei um bocadinho e isso pode atrasar a minha ida para o céu. Se bem que o que falam sobre o paraíso faz eu querer mesmo ir para outro lugar. Então, talvez eu volte a pecar [só um pouquinho]. Acho que vou deixar para me comportar quando estiver mais velhinha, porque meus pecados aconteceram muito tarde na minha vida e pode ser que eu esteja apenas querendo correr atrás do tempo perdido.

Ai... eu acho que estou mentindo e isso não é nada bom quando se faz pedidos de final de ano. Eu sou uma garota comportada, mas eu gosto de cometer meus pecadinhos, porque eles fazem um bem enorme à minha pele, ao meu humor, à minha vida. Ultimamente não tem acontecido nada de interessante por aqui, aliás, está tudo bem chato e eu não tenho pecado. Acho que é castigo.

Postado por Desiree às 10:50 PM | 0 comments



domingo, dezembro 18, 2005
resumée
Matei o final de semana no blog [agora que me dei conta de quantos posts eu escrevi], mas também eu estava de molho e dopada por remédios. E como a farmácia custa caro, hein? Uma gripe e lá se foram dinheiros para compra de pelo menos dois bons cd´s ou livros no sebo ou dois bons filmes ou qualquer outra coisa.

Enquanto meus amigos se jogaram na noite fria de ontem, eu fiquei ouvindo minhas bandinhas favoritas [e só divertidas, nada de baixo astral para acompanhar minha gripe] e quase terminei de ler "a invenção da solidão" de Paul Auster. Ah, tão triste [e belíssimo]!

Antes, porém do meu resguardo, dei uma escapa e fui assistir "reis e rainhas", só porque tinha a bela Catherine Deneuve no elenco, o que para mim é suficiente. E ela continua tão linda!

O filme era interminável. Aliás, ultimamente só fazem filmes intermináveis. Para mim, 1h30 de filme é a medida certa, talvez seja por isso que eu ande adiando tanto "manderlay". Preguiça mesmo! Já fui melhor, mas ultimamente ando assim, preguiçosa com programas que não terminam. O filme com a bela loira tinha quase 2h30, mas eu gostei. Saímos de lá discutindo que a vida é uma edição. Você tem que aprender a cortar tudo na hora certa [o filme tinha esse corte perfeito em todas as cenas e direção de cair o queixo].

Minha amiga dizia que tinha aprendido comigo a eliminar pessoas chatas da sua vida. É, life is too short! Para que gasta-la com pessoas que não acrescentam nada e ainda podem nos irritar. Eu deixei de ser boazinha, generosa e filantrópica [com os chatos] faz tempo. Ou seja, vivo editando minha vida da forma como acho melhor e, geralmente, ela tem o tom certo. Pretensioso da minha parte ou não, eu não tô muito aí, pois esta "edição" se faz cada vez mais necessária.

Pessoal, vamos editar e cortar os excessos, porque assim dá mais prazer!

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Falando em prazer, eu tive um sonho erótico esta noite e com o marido de uma grande amiga. Nem chegou a rolar nada. Deitamos juntos, fiquei de ladinho e ele ficou me bolinando [palavra tosca, mas não veio outra à minha mente]. Estava uma delícia, mas aí o maldito telefone tocou e eu fui despertada do meu sonho. Nem em sonho o sexo anda funcionando comigo ultimamente. Talvez eu conte para ela, pois sei que ela até vai rir do meu sonho. Só ele é que não pode saber, porque daí eu vou morrer de vergonha.

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Hoje fui almoçar comida nordestina com um amigo [marido 1, cujo perfil eu já tracei posts atrás]. Enquanto almoçávamos e contávamos histórias absurdas, o meu marido 2 mandou um torpedo para o 1 perguntando se tinha um "engov". É, a noite foi boa mesmo. E eu perdi! Estava precisando tanto.

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Ai ai ai... meus hormônios estão em polvorosa novamente. Haja chocolate para aguentar.

Postado por Desiree às 5:48 PM | 4 comments



momento musical
E 2005 foi um ano musical. Muitos shows bons e o último que vi fechou o ano com chave de ouro: Nine Inch Nails, porque foi perfeito. E eu que já era taradinha pelo Trent com cabelos, pirei com ele sem os cabelos!! Vontade de fingir que não cresci [tenho essa mania] e me jogar no palco só para dar uma agarradinha, mas me controlei e bem. Eta noite insandecida!

Hoje estava aqui, na minha convalescência, fazendo a listinha do ano [não necessariamente lançamentos, mas o que me moveu musicalmente].

A banda mais divertida foi Clap your hands say yeah!; o cd que mais tocou aqui em casa foi Silent Arm Remixed do Bloc Party; a descoberta para horas reflexivas foi The sea and cake; With Teeth do NIN tá tocando repetidamente durante o expediente; Black Rebel Motorcycle Club com Howl foi trilha constante do jantar; Tournament of Hearts do Constantines, Plan do Death Cab for Cutie e Leaders of the free world de Fionna Apple [que está irresistível] me acompanhou durante meus momentos Vogue [leia-se: jogada no sofá vendo revistas de moda].

A banda que se superou com seu cd novo, foi Franz Ferdinand. Me deleitei exaustivamente com os lançamentos dos frequentadores mais antigos daqui de casa: o novo do Depeche Mode é ótimo; Chemical Brothers sempre me cativa e faz eu chacoalhar; Flaming Lips também divertiu as minhas horas vagas; Pretty in Black do The Raveonettes foi a trilha sonora dos meus sonhos.

E as descobertas desta madrugada foram: supre X, Hard-fi e Dirty Little Secret.

Isso apenas para citar os que eu mais ouvi... mas ahhh, 2005 foi um ano tão musical, tão ritmíco, tão desconcertante, cheio de estresses, mas também repleto de extase.

Postado por Desiree às 3:19 AM | 1 comments



spams que prometem melhorar o desempenho sexual
Uma das minhas maiores diversões é ler alguns spams que recebo. O guia do orgasmo feminino, increase your sexual desire e increase your penis [como se eu tivesse um] são os melhores.

Fico aqui pensando com meus caracóis quem são as pessoas que vão atrás dessa ajuda toda fornecida a poucas tecladas [e alguns reais ou doletas]. No guia do orgasmo feminino é possível aumentar o penis em até 5cm e até desentortá-lo, também ajuda a controlar a ejaculação precoce. O Robson [tá lá no site] conseguiu 4,5cm a mais em 2 meses! O Eric tinha vergonha de tomar banho na academia, mas agora se sente muito mais seguro com seus 4cm a mais e o Jorge Paes virou um homem de ferro na cama [será que procuramos homens de ferro?].

O labortário Pfizer [tá lá no site também] disse que 70% das mulheres [de quantas mulheres?] estão insatisfeitas com o tamanho e com o desempenho sexual dos parceiros. É, até eu já reclamei um bocadinho, porque os homens andam "coelhinhos" demais, pois é uma pressa que chega a me comover. Fico imaginando essa mulherada toda insatisfeita aí! É quase motivo para lançar um abaixo-assinado contra os "coelhinhos", porque eles são os piores.

É, eles acham que funcionamos com dispositivos: pega assim, coloca ali, toca aqui e manda ver por alguns minutos e pronto! E ainda fala "quero ver você gozar". Hmmm... pode ser amanhã? Porque desse jeito não vai dar não. Que pressa é essa, meu filho? E agora em diante, se estiver insatisfeita, não titubeie, dê a ele o link do guia do orgasmo feminino!!

Quanto ao problema de tamanho! Aaaahhh... desculpem-me os menos afortunados, mas tamanho é realmente um problema. Eu passei uma vez por isso e foi péssimo. Claro que ele pode compensar de outra maneira, mas comigo não rolou. No meu caso eu me senti totalmente na mão... faltou algo e eu assumo. Neste caso eu nem vou recomendar o guia, se eu ver que vale a pena, eu dou o guia e ajudo a ganhar os tais 4cm... ai ai ai... eu e minhas futilidades! Vou fazer o que?

Postado por Desiree às 2:38 AM | 1 comments



nao posso rebolar
Estou detonada por uma gripe que me deixou de cama desde ontem. Há tempos que eu não passava o dia dormindo. Sinto-me descansada, mas antes disso passei uma horinha de terror no hospital, pois uma dor terrível nas costas me deixou preocupada. Era uma pequena lordose, que sei lá porque, resolveu aparecer bem em meio a minha gripe.

- Está vendo como está? - apontando a radiografia tirada das minhas costas - Usa muito salto alto?

- Usei, hoje só uso tênis e sapato sem salto.

- Que bom, porque a lordose só tende a piorar com salto alto.

Olhei para meu amigo que me acompanhava e disse:

- Noooooossa! Se a minha lordose está desse jeito, imagina a do Iggy Pop!

O médico não entendeu as risadas que seguiram ao meu comentário.

Hora de empinar menos a bunda... rebolar por enquanto, nem pensar!

Postado por Desiree às 2:27 AM | 1 comments



sábado, dezembro 17, 2005
uma noite com meu rock star
Todos já tivemos um dia a fantasia de passar um noite deitando e rolando com um de nossos ídolos. Passei a adolescência colecionando posters e babando nas fotos, imaginando histórias, romances impossíveis, beijo na boca, amor eterno com um qualquer um deles.

Cresci e a fantasia não se realizou. Nunca sequer beijei uma pessoa famosa [é, a história aqui é de rock star mesmo] e desisti da fantasia. Passei a querer os possíveis, os próximos, os que me instigavam com olho no olho, os que eu podia ouvir a voz sussurrando no meu ouvido, que eu pudesse sentir o calor dos lábios próximos ao meu rosto e que fosse totalmente possível de concretização. Meus amores platônicos ficaram apenas nas lembranças.

Num dos últimos finais de semana eu seguia rumo a um festival de rock. Uma das bandas que eu mais curto atualmente tocaria nele e eu estava em polvorosa por ouvi-los ao vivo. Descolei um trabalho junto com a banda e fui encontra-los com frio na barriga por tê-los um final de semana a tiracolo.

Finalmente chegou o grande dia e eu conheci a banda que andava freqüentando assiduamente o meu cd player. Fiquei nervosa, gaguejei e a voz falhou. Passei horas emudecida, esboçando um sorrisinho tímido de vez em quando e arriscando umas perguntas idiotas. O segundo encontro que tivemos foi mais descontraído. Na minha fantasia eu me via com o vocalista, mas eu o achava o mais inatingível, mesmo ele não sendo o mais bonito da banda. Claro, o glamour geralmente está no vocalista, que está na linha de frente. É tudo muito fantasioso.

Durante o show eu vibrava ao lado do palco, cantava, pulava, não parava de tirar fotos. Depois do show, seguimos com eles para o camarim, bebemos, rimos e lá fomos nós assistir o show da banda que tocou depois e enfim, caímos todos numa festa e de repente, os integrantes da banda pareciam amigos de longa data.

Até então eu tinha conversado com todos e muito pouco com o vocalista, que claro, era meu rock star. Eu já tinha bebido um bocado e ria à toa. Horas mais tarde, jogada no sofá e acreditando estar em outra dimensão, com uma garrafa de cerveja na mão, eu me dei conta que estava toda enroscada no meu rock -star e acabamos indo embora com ele.

Noite divertida, muitas risadas, várias descobertas e um bocado de prazeres fugazes. De manhã é que me dei conta da realidade quando acordei abraçadinha e com ele dando um monte de beijinhos no meu pescoço.

Até me senti dentro de um conto de fadas. É como se eu acordasse com o Brad Pitty. Tá, ele não é nenhum Brad Pitty, mas não deixou nada a desejar e ainda cantou minha música favorita no meu ouvido.

Passamos a manhã juntos assistindo filme de terror e nos enroscando. E aí foi hora de se despedir sem grandes dramas e voltar para a minha cama rindo e me sentindo uma adolescente. E depois, emails, fotos e lembranças divertidas [e a fantasia realizada] e algumas dores de cotovelo alheia.

Agora preciso achar novas para aproveitar que o coração tá na rede, pois esta é a melhor fase para dar vazão às nossas insanidades.

Postado por Desiree às 6:04 PM | 0 comments



sexta-feira, dezembro 16, 2005
mulheres e seus dilemas inúteis
Hoje aconteceu um episódio engraçado. Como a mulher oscila no humor quando há homem na jogada. Tudo pode estar ótimo, mas se aquele telefone prometido não rolar, ferrou.... manda qualquer bom humor para o espaço.

Há tempos atrás, meu ex-namorado sumiu. Disse que voltaria de viagem num sábado e depois disso não atendeu mais o telefone. Eu, que estava ótima, comecei a entrar em pleno declínio. À noite bati o carro, bebi além da conta e no domingo eu passei muito mal [e nem foi por causa da bebedeira, estava doente por estar me sentindo "mal amada"].

Claro que tudo piorou quando rumei ao shopping para tentar digerir algo, pois há quase 24 horas nada descia, tamanha era minha indigestão com o sujeito. Lá estava eu na tentativa de melhorar o humor quando ouço me chamarem:

- De!

- Olá, tudo bem? - quase com uma palidez mórbida e olheiras profundas

- Eu to, mas você não parece nada bem....

- É, to meio mal de estômago. - porque obviamente eu jamais assumiria que estava mal por causa de um homem

- Ah, tenho uma coisa para te dizer: toma cuidado com o seu namorado.

As pernas cambalearam, a pressão caiu e me segurei no pilar ao lado.

- Ahn?

- É, vi ele ontem numa festa com outra a tiracolo.

Como ele ousou me contar assim de sopetão? Não tive tempo nem de me preparar para a notícia de que estava sendo traída. Tá, eu vou contar: nesta época estávamos em começo de namoro e ele vivia tentando boicotar. Quando eu o pedi em namoro, ele disse que aceitaria, mas desde que fosse um relacionamento aberto. Pensei, pensei, pensei e resolvi topar, mas deixando claro que as regras valiam para os dois.

Eu estava de quatro por ele e obviamente ele foi o único a tirar proveito do tal acordo, porque eu me comportava inacreditavelmente bem, pois nem reparava mais nos rapazes que, na época, resolveram me testar. É, porque é sempre assim. Você começa a namorar e todo mundo passa a te querer. Uma vez vi uma explicação [confesso, foi na Capricho] plausível: quando namoramos, estamos felizes, portanto mais atraentes. Mas isso nem vem ao caso. O caso era que eu já não estava mais preparada para o tal relacionamento aberto e queria esgana-lo.

Despedi-me do meu amigo antes que ele soltasse mais detalhes do que viu, pois eu é que não queria saber. Minha curiosidade não chega a tal ponto. Continuei passando mal e não consegui comer. Na segunda-feira eu estava praticamente de cama. E claro, ele deu as caras e me ligou como se nada tivesse acontecido. Não consegui manter a pose, tirei todo depósito de gelo dentro de mim e joguei em cima da cabeça dele. Foi uma semana sem se falar, porque eu não queria vê-lo na minha frente.

No domingo, lá estava eu dançando com amigos e tentando parecer bem quando ele me liga. Meia-hora depois aparece e eu começo o meu repertório de mentiras [tsc, tsc, tsc... mas eu precisava disso]:

- Você sabe o que é ver quem você gosta beijando outra pessoa?

Ele nem sequer se deu ao trabalho de se mostrar surpreso. Esboçou um sorriso meia-boca e perguntou:

- Mas o que é um beijo? Eu gosto é de você.

- Tá bom, no dia que você me ver beijando outro cara, talvez você saiba do que estou falando. E fiquei tão mal, que saí daqui alterada e bati o carro. - e nunca tive coragem de desmentir

Burra do jeito que sou, não demorou muito para eu voltar a me jogar nos braços dele. De qualquer forma, ele não tinha me traído, afinal em nenhum momento ele prometeu "serei fiel a você". Encurtando a história, ele começou a ficar de quatro e quando se deu conta de que eu poderia ficar com outras pessoas, me chamou para uma conversinha pé de ouvido e disse:

- Acho que relacionamentos abertos não funcionam. Vamos fechar essa história?

Aliviada, feliz e aceitei de bom grado, até porque a essas alturas eu andava pensando seriamente de pular fora do barquinho, porque não estava dando conta da minha insegurança cheia de fundamentos.

E nem era essa história que eu ia contar. Tentei apenas mostrar o quanto os homens podem nos deixar maluca [e isso nem é novidade... as pessoas enlouquecem as outras o tempo inteiro]. Minha amiga está apaixonada por um cara. O cara parece também afim dela. Hoje armaram uma cervejinha, porém a minha amiga estava sem celular e propôs que ele ligasse no meu para combinarem de se ver mais tarde. Viemos para a minha casa. Ela ficou roendo as unhas de ansiedade com a ligação dele. Pulou da cama quando o despertador do meu remédio tocou e ficou decepcionadíssima porque não era ele.

O humor foi piorando. Ela começou a praguejar. Disse que não queria mais nada. Isso e aquilo. Tudo uma grande mentira, claro! Aí um amigo ligou, outra amiga passou aqui para me pegar e quando fui dar tchau à esta minha amiga, que estava de plantão esperando a tal ligação, vociferou para cima de mim, pois ninguém a tinha convidado para o jantar, ela sempre faz jantares para as pessoas, mas parece que agora ninguém gostava dela. Ficou brava mesmo!

Eu, que ando numa fase pavio curto, apenas disse:

- Você está puta porque ele não ligou e eu não tenho nada a ver com isso, assim como meus amigos não tem nada a ver com isso. Eles não precisam te chamar para tudo que me chamam e isso não quer dizer que eles não gostem de você. Você está sendo infantil. Tchau, que eu estou atrasada e se ele ligar, eu peço para ele ligar aqui.

E fui... meia hora depois o sujeito liga e eu dou o telefone de casa. Quinze minutos depois, ela liga pedindo desculpas e que eu tinha toda razão. Claro! E aí eu fiquei rindo sozinha do quanto somos vulneráveis e, ah, bobas. Grandes bobocas que se deixam transformar em marionetes. Eu já fui uma e jurei [e sempre quebro minhas promessas, pois não sou muito boa nisso] que não serei mais.

E ainda fazendo um adendo. Estávamos no carro e ela solta essa:

- Ah, eu vou me fazer de difícil.

- Difícil do que?

- Não quero que role na primeira vez, pois não quero que ele ache que eu sou uma piranha.

Tsc, tsc, tsc... tá vendo como eu tinha razão no post anterior? Eu concordo que quando as coisas rolam devagar, elas são mais gostosas e instigantes. Se eu me apaixono por alguém [antes de ter rolado alguma coisa], eu também prefiro que as coisas aconteçam devagar, mas achar que alguém é piranha [e não tinha outra palavrinha melhor? essa a gente usava na minha época de colégio] só porque deixou tudo acontecer na primeira vez, é ser machista demais [mesmo que seja mulher].

Postado por Desiree às 12:37 AM | 2 comments



quinta-feira, dezembro 15, 2005
momento drama
A vida é irônica e todo mundo sabe. Eu gosto do sarcasmo que permeia nosso dia-a-dia. Nunca gostei do "correto demais", pois é se moldar em princípios que considero falidos que faz com que aos poucos a gente vá se afastando de si mesmo ao ponto de não saber mais quem é.

Eu até o final da adolescência tentava o tempo inteiro me moldar no que falavam que era o certo. Sempre ouvia a frase "o que os vizinhos vão achar disso?" da boca dos meus pais. Hoje eles se calaram e acho até que admiram no que eu me tornei [e não sou das figuras mais fáceis].

Sem qualquer prepotência eu não acho que sou uma pessoa comum, mas ralei muito para chegar aqui. Não no topo, porque dele estou longe, mas estou cada vez mais próxima de mim mesma.

Eu [geralmente] faço o que eu quero, na hora que eu quero e quando eu quero. Sou recriminada por uns por ser assim, alguns [poucos, por favor] chegam a ter medo de mim. Isso soa tão estranho, porque sou afável, amiga e divertida. Falo o que eu quero e se sei que quem está me ouvindo não quer ouvir algo, eu simplesmente não falo, mas evito mentir e criar ilusões. Hoje isso aconteceu logo pela manhã:

- O que você achou desta roupa que estou vestindo?

- Sinceramente? Não gosto desta sua calça.

Ela me olhou desapontada e balbuciou:

- É, eu sei. - mas claro que não sabia, pois eu nunca comentei - mas eu gosto dela.


Obviamente ela trocou a calça em seguida.

Curiosamente os gays são os que menos me julgam. As amigas acham que sou solta demais. Os amigos acham que sirvo mesmo é para ser amiga, nada mais. Apenas porque dou vazão às minhas vontades, mas eu me apaixono, eu me entrego, eu amo, respeito e sou a mais dedicada num relacionamento [claro que isso não quer dizer que eu abra mão do meu espaço, porque isso eu me nego a fazer], mas se estou sozinha e estou numa fase em que quero mesmo é ficar sozinha por que eu tenho que ficar comportadinha em casa? Por que, como menina, eu não posso em divertir?

Isso pode soar tão retrógrado, mas sim, as pessoas ainda pensam assim; sim, os homens [na maioria] são grandes machistas; sim, eu ando de saco cheio de tantas regras besta; sim, eu não quero um casamento de propaganda de margarina; sim, eu sou livre; sim, eu pago minhas contas; sim, eu declaro imposto de renda; sim, eu mantenho política da boa vizinhança; sim, eu ando achando muita gente chata; sim, eu não tenho paciência com pessoas carentes demais; sim, eu não gosto que me bajulem [só um pouco e de vez em quando]; sim, eu sou louca e é isso que faz eu manter minha sanidade mental e meu equilíbrio [por mais que você diga que isso é paradoxal demais]; sim, eu tenho alguns preconceitos que eu tento me livrar; sim, eu tenho minhas inseguranças; sim, eu estou sem dinheiro para fazer terapia; sim, meu coração está vazio e ótimo; sim, eu amo meus amigos e sim, eu estou feliz [mesmo estando fanha e com a sensação de que um caminhã passou por cima de mim hoje].

E talvez só quem me conheça, poderá entender um pouco este post... ou não.

Postado por Desiree às 8:42 PM | 1 comments



quarta-feira, dezembro 14, 2005
balanço 2005
Como de praxe, resolvi fazer um balanço de 2005 e cheguei à conclusão de que foi uma montanha-russa com loopings inacreditáveis, alguns excitantes e outros que foram puro momento de pânico.

Sobrevivi [como sempre, aliás]. No final constatei que estou fechando o ano com o coração vazio. Fazia tempo que isso não acontecia, pois namorei por alguns anos e a paixão durou mesmo após o fim e sempre fui emendando relações, o que fez meu querido coração não ter tempo para respirar. Talvez neste momento ele esteja deitado numa rede de perninhas para o ar. Coitado, ele também precisa de folga.

Comecei 2005 esmigalhada pelo fim de um namoro que eu apostei muito [e alto]. Lembro-me bem da virada, em que resolvi abrir as minhas portas da percepção, pular muitas ondas [pois as sete do ano anterior não deu conta dos pedidos], tirei minhas roupas no mar para tentar me livrar daquela mágoa que me deixava arrasada, virei uma garrafa de champagne, fiquei louca, voei e voltei para casa com um loiro a tiracolo, que fez eu me sentir um pouco mais viva.

Felizmente não houve bode pós-reveillon, que era um risco que eu corria. Um mês depois reatei o namoro com o ex e ficamos por algum tempo [muito pouco] em lua-de-mel. Nessa época a pele ficou ótima, o humor ficou nas alturas, o coração em ordem e na cama as coisas estavam razoáveis [já tinham sido melhores e cheguei a ser acusada de estar com ele apenas por causa do sexo... dahn?].

O fim chegou e de forma traumática. Apesar de ficar na rua da amargura, chorar compulsivamente, ouvir músicas tristes, cogitar suicídio, eu não fiquei trancada no quarto e foi aí que minhas aventuras e desventuras começaram.

Uma noite lá estava eu deprimida e cansada deste estado apático, então resolvi sair da concha, porque percebi que era melhor não dar vazão ao meu sofrimento. Tentei mata-lo a marteladas para não sobrar vestígios. Encontrei amigos, dancei e voltei para casa com JC a tiracolo. Dei aquela aliviada, mas que no dia seguinte transformou-se apenas em uma história engraçada. Ele ligou algumas vezes, quis me ver de novo, mas eu não estava afim. O cabelo dele me assustava!

Essa foi a abertura que eu necessitava para cair na gandaia, mas todas as investidas depois dessa naufragaram. Mantive a pose. Teve JP [como tiveram J´s na minha vida este ano] que sofria de ejaculação precoce; depois V que na hora H resolveu que era melhor não arriscar a amizade; DJ que ficou em cima, mas não fez absolutamente nada; JB que incentivou minhas investidas iniciais e depois me deletou sem ao menos ter feito algo comigo. Eu tinha entrado numa vida assexuada.

Cogitei que sexo era algo fora de moda e que a vida humana não corria riscos de extinção graças aos avanços da medicina e ao banco de esperma lotado. Ledo engano. Investidas em pessoas erradas.

E eu precisando extravasar. Numa noite reencontrei TH, um nova-yorkino quase meu número [se não fossem os sapatos caramelos de bico quadrado, eu casava] que mostrou que ainda haviam estrelas no céu, fez meus olhinhos virarem e ganhou nota dez. Talvez eu estava generosa demais, mas foi tudo muito bem feito.

Dei uma acalmada, tive umas recaídas pelo ex [e confesso: liguei e mandei emails] e deixei que a minha habilidade manual me satisfizesse por algum tempo.

Durou pouco... e já quase fechando o ano, eu realizei uma fantasia infantil e terminei uma noite com um rock-star. Tive uma noite maluca e inesquecível com um rock-star! Quem diria?! Antes disso o cd da banda não saía do meu cd-player, cantava todas as músicas, sonhava em ver um show ao vivo e de repente, lá estava eu entregue numa noite incomum [no meu mundinho, claro] gastando meu inglês exdrúxulo.

Alguns meses depois tive duas tentativas frustradas com F, que não rolou satisfatoriamente e então optamos [quer dizer, não tive muita escolha] por mudar o nível da relação para um [amizade]. E aí surgiu R, que me deixou de quatro, revirou minha cabeça e colocou um fim em qualquer resquício do ex que ainda restava em mim [tinha chorado pelo ex dois dias antes de R cruzar o meu caminho].

2005 foi um ano com algumas boas aventuras e ótimas histórias, que não teriam acontecido se meu namoro não tivesse acabado. Aí penso o que valeria mais a pena: continuar num relacionamento que não tinha muito para dar certo, mas ficar com o coração preenchido ou viver várias histórias [boas e ruins], ter experiências inusitadas e terminar o ano com o coração deitadinho numa rede, de óculos escuros e tomando água de coco?

Postado por Desiree às 7:33 PM | 3 comments



segunda-feira, dezembro 12, 2005
quando erramos o alvo... mas nos damos bem no final
Estava há pouco lendo um blog que me remeteu a uma velha história. Há pessoas que conhecemos de forma totalmente descomprometida e foi assim que conheci o Seth. No início achei que ele era gay, então me senti super à vontade. Convidei-o várias vezes para sair, até que um sábado à noite ele resolveu mostrar a cara.

É, até então eu só tinha visto foto. Foi um desses encontros que começam na internet. Tínhamos vários interesses em comum, ríamos juntos e só faltava consumar esta amizade. À primeira vista eu o achei muito mais interessante do que tinha achado até então e fiquei na dúvida quanto à minha conclusão preciptada. Seth era gay? Eu já não sabia.

Depois disso nossa amizade estreitou, até o dia que eu quase coloquei um fim nela, ops, ele quase colocou um fim nela e esse fim só não aconteceu porque fui insistente. E foi minha insistência que mais valeu a pena.

O que rolou foi que um dia ele saiu comigo e com meus amigos. Fomos dançar. Eu já solta devido as cervejinhas tomada, quando me dei conta estava me derretendo toda por ele. E então rolou o primeiro beijo, e então rolou a primeira confissão [por parte dele, claro].

Eu já toda empolgada e me deliciando com seu beijo doce, sou interrompida por ele:

- Desiree preciso te contar uma coisa.

Como alguém me interrompe num momento tão importante para me contar uma "coisa"? Que "coisa" pode ser mais importante que o beijo que está rolando?

Olhei-o sorridente e curiosa com a tal "coisa" [mesmo não querendo tal interrupção]. E então a confissão... a de sempre, nem fiquei chocada e continuei de onde eu tinha parado [ou seja, voltamos a beijar]. Ele falou da fase de descobertas e que tinha sacado que a praia dele era outra. Se eu tivesse seguido meu gaydar desde o início não teria dado nisso. Ok, eu tirei uma casquinha e das boas.

- Hmmmm... é, e eu sou apaixonada pelo meu ex-namorado que está em outro país e volta no final do mês. [naquele momento eu nem sequer tinha pensado no meu ex, falei apenas para ele porque eu também senti necessidade de ter uma "coisa" para contar]

Pronto, confissão de um, confissão de outro e já éramos íntimos.

Depois eu me apaixonei e esse foi my big mistake. Mulher, geralmente quando se trata de coração, é burra [tá, tem as inteligentes, mas não faço parte deste universo de mulheres inteligentes]. O problema dois e esse foi o pior, é que mesmo sabendo da não preferência do meu ex-futuro-pretê por pessoas do sexo feminino, eu ainda dei uma insistida. Em menos de uma semana eu saquei e aí quase que tudo foi para o brejo [ah, se não fosse a velha insistência feminina!]. Em menos de um mês acertamos os ponteiros e hoje eu não vejo mais a minha vida sem ele.

Comecei a contar essa história apenas porque houve uma confissão com um ano de atraso. Não, ele não ficou afim de mim. Estávamos numa festa dançando e ele diz:

- Ai Desiree... sabe que se fosse minha praia, eu teria ido além.

- Ahn?

Definitivamente eu fiquei na mão, mas sem problemas porque tirei a melhor casquinha dos últimos tempos.

Estou ficando homofóbica [e isso não pode ir em frente, pois caso essa homofobia tome conta da minha pessoa, em breve eu serei uma balzaquiana em crise e sozinha]. Estou mais para Grace do que para qualquer uma do quarteto nova-yorkino de Sex and the City.

Postado por Desiree às 1:43 PM | 2 comments



domingo, dezembro 11, 2005
meus livros eróticos
Ontem passei o dia em meio a trabalhos domésticos: pintei paredes, portas, joguei um monte de coisas inúteis no lixo, mudei móveis de lugar e depois desisti de tudo, porque quando me dei conta estava rolando uma festa sabática aqui em casa.

Mas em meio à faxina, achei alguns livros divertidos na minha estante:

Livro 1

-
O programa infalível para a conquista do prazer na cama [a mulher sexualmente satisfeita]: confesso que não sei como esse livro veio parar na minha estante. Provavelmente alguém me deu para tirar um sarro da minha cara. Vejam os capítulos:

foi bom para você, querida? - que nome mais péssimo para dar um título. Eu já broxaria por aí. E não é que recentemente eu ouvi "e aí, foi bom?". Ahn? Como assim foi bom? Precisa falar? Não sou de fingir orgasmos e muito menos, fingir que curti algo. No dia da pergunta, eu confesso: foi bem meia-boca. Mas claro, falar isso na lata é ser péssima demais. Então, no meu momento "fina", eu disse "é, você poderia ir mais devagar, hein?". Meia palavra para um bom entendor basta, não?

--pulando capítulos--

a experiência da noite selvagem: como domar o machão em seu homem - hein? alguém me explica? felizmente eu não tenho saído com "machos"... não tenho a menor paciência com eles. Prefiro "homens"... se é que me entendem! Machos são chatos, arrogantes e juram de pé juntos que proporcionam prazer como ninguém. Geralmente significa chupar o dedo e se tiver uma lixa de unhas à mão, é um ótimo passatempo, porque a chance de sobrar é enorme! Porque macho perde tempo mesmo é com o ego dele.

Enfim... o livro vai para o lixo. E livro sobre sexo com capa cor-de-rosa não dá!

Livro 2:

Outra [re]descoberta:
Henry & June de Anaïs Nin: esse livro é a delícia das delícias. É um diário [para quem nunca leu] das histórias tórridas que dona Nin viveu com o senhor Miller. Ah, eu morro de inveja de não ter tido uma história assim. Se bem, que eu queria mesmo era ser Simone de Beauvoir e um Sartre. Sei lá se eu me daria bem numa história assim, mas enfim, eu queria tentar!

Livro 3:

Hmmm... esse merece ser lido e relido:
Uma história das orgias de Burgo Patridge. O livro faz você se sentir bem normal e até caretinha, porque leia esta introdução "a orgia serve à útil finalidade não só de fornecer alívio a tensões causadas pela abstinência necessária ou desnecessária, como também, por contraste, de tornar a despertar o apetite para a maçante moderação que é parte inevitável da vida cotidiana". Eu não sou adepta de orgias, porque exige muita coordenação motora e esta me falta. Dois tá de bom tamanho, até porque achar o segundo que a satisfaça do jeito que você gosta não está nada fácil ultimamente. Já falei sobre essa história e nem vou trazê-la à tona, porque é ficar deprimida e depressão no final do domingo é um convite ao suicídio.

Recomendo o livro, em especial se você é cheia [é, para as mocinhas, já que os mocinhos costumam ser bem soltos neste quesitos] de pudores na cama. Vai se sentir a virgem santa depois de lê-lo.

Livro 4:

O sexo e a morte de Jacques Ruffié. Esse eu não li. Peguei emprestado de um amigo há anos atrás e para manter fiel aos velhos costumes, eu não devolvi. A capa é linda, mas pela sinopse parece que o livro não é exatamente sobre sexo, pois fala sobre reprodução humana, evolução da espécie e capítulo com nome "acasalamento" me soa tão impessoal. Acho que não vou ler.

Livro 5:

Anaïs Nin de novo. Ela é fantástica. Se eu fosse uma outra mulher, eu queria ser Anaïs Nin [mudaria algumas coisas, mas enfim...]. Recentemente comprei
Pequenos pássaros - histórias eróticas [porque os tradutores tem sempre que acrescentar "histórias eróticas"?? - acho que little birds não vende aqui].

Esse eu ainda não li, mas é o próximo da listinha. Preciso apenas terminar um sobre a solidão [e tão humano que eu fecho o livro e tenho vontade de chorar] e então vou lá ler nos livros o que eu não tenho de fato vivido.

**

É, ando demasiadamente humana...

Postado por Desiree às 12:46 PM | 1 comments



sábado, dezembro 10, 2005
passividade que me irrita

Último diálogo com J:

- Você sumiu mesmo, hein? - falou J

- Oi! Não, eu tenho é trabalhado bastante. - respondi [e lembrei de algumas vezes que alguém em que eu estava interessado dizia isso]

- A gente vai se ver de novo?

Ele sempre me pergunta se vamos nos ver de novo. Essa pergunta é chata e classificada como desnecessária. Poderia ser algo mais prático como um convite para fazer algo.

- Podemos combinar alguma coisa. - respondo simpaticamente

- Quando?

Detesto pessoas que deixam toda a responsabilidade das decisões comigo. Gosto de pró-atividade e atitude. Pessoas assim me deixam entendiada. E isso pode se refletir na cama. Pessoas chatas nunca são boas de cama. A chatice fica à tona demais.

- Sei lá. [Talvez em 2008 - pensei]

J é um cara legal, mas muito lento! Até falamos sobre namoro nesta conversa e a derrocada final veio com:

- Você namoraria um cara feio, duro e sem futuro como eu?

- Mulheres não são tão ligadas a beleza como você parece pensar. [tentando não ser indelicada e não deixar a resposta no vácuo]

Se eu namorasse alguém assim, eu estaria namorando com ele, não? Não consigo me ver com alguém que parece apenas apreciar o tempo passar. Quanto a feiúra, ele não é de dar medo. Ele é fofo, gostoso, beija bem e tem estilo, mas as tatuagens dele não são de muito bom gosto e eu o acho desligado demais. Eu enlouqueceria.

- Você me dá medo.

Como eu namoraria alguém que tem medo de mim?

- Medo? Isso é ruim.

- É, não sei se é medo, mas você me intimida demais.

Eu intimidar alguém? Isso denota insegurança e em alto grau, isso pode ser prejudicial a um relacionamento comigo.

- Quer fazer alguma coisa sexta? - pergunto eu sei lá porque

- Sexta? Ah, não sei, porque no sábado eu tenho que trabalhar cedo.

[Então sai do meu pé - pensei]

Vai entender. Pergunta se vamos nos ver novamente, pergunta quando e quando sugiro algo, ele não pode, porque acorda cedo no dia seguinte.

- Tenho que ir. Você me liga?

- Ué, por que você não me liga? - pergunto eu achando a conversa surreal

- Só não esquece uma coisa. Eu gosto muito de você. - diz ele

A questão é essa. Ele é uma ótima pessoa, quer namorar e gosta de mim, mas é passivo demais, não bebe [tomar cerveja sozinha é ruim demais... e jantares românticos regados à suco! nem pensar] e falta criatividade.

É, acho que vou deixar nosso encontro para 2008.

Postado por Desiree às 12:33 AM | 2 comments



sexta-feira, dezembro 09, 2005
cerveja & sexo

Ontem me irritei com uma amiga. Há pessoas que fazem questão de demonstrarem o quanto de amor as demais pessoas sentem por ela. Até aí nenhum problema. Se você é carente e inseguro, lide com isso tudo da maneira que achar melhor, mas não me use.

Depois da irritação, eu precisava mesmo era de uma cervejada e lá fui eu com um amigo para um boteco. A cerveja rendeu. Garrafas chegavam e saíam de nossa mesa. Conversamos basicamente sobre sexo e nossas aventuras e desventuras. Rimos muito e até nos provocamos. Saí de lá precisando de uma companhia.

Sábio Nietzsche [que eu desconfio que não fazia sexo, mas na teoria sabia tudo] quando afirmou que o sexo não escraviza, liberta!

Não penso só em sexo, mas penso bastante. E penso mais do que faço. Essa é a descompensação.

Fiquei com vontade de sair. Quer dizer, eu fiquei com vontade de fazer sexo. Resolvi deixar para outro dia, pois queria que fosse com alguém conhecido. Descobri que preciso ter um stand-by para momentos assim. Até tenho um, que é meu marido três, mas sexo com ele não funciona e eu ando cada vez mais chata com isso. Prefiro fazer sozinha, mas estava com preguiça, então dormi.

Vou ter que arrumar muita coisa para fazer no final de semana para me distrair. As espinhas já começam a estourar. Malditos hormônios!

Postado por Desiree às 5:15 PM | 0 comments



quinta-feira, dezembro 08, 2005
a minha vida com meus três maridos
Terças são únicas. É um dia simpático da semana. É quando enfim a semana começa a deslanchar, porque na segunda-feira eu simplesmente não funciono.

Ontem fui a tal festa. Algumas surpresas e alguns amores à minha volta. Nada melhor que encontrar seus deliciosos amigos em plena terça-feira. Bebi um pouco. No início da madrugada eu já estava rindo à toa. Foi a noite mais divertida da semana. Ah, a semana ainda terá quatro noites [sem contar a de hoje, pois quase não existo].

Costumo brincar que atualmente tenho três [pseudos] maridos. Obviamente não faço sexo com nenhum deles e apenas um, eu beijo na boca de vez em quando.

Marido 1 - mais velho que eu, loiro, bonitão, olhos azuis, culto, viajado, instigante, ácido, me liga todos os dias, me leva para jantar, me leva para almoçar, me leva ao cinema, me dá broncas e quando estou mal, faz jantarzinho especial para mim. Beijamos uma vez na boca.

Marido 2 - mais novo, moreno claro, cabelos pretos, magrinho, gostoso, divertido, inteligente, culto, fala comigo todos os dias [geralmente pela internet], me ajuda pintar parede, faz pequenos consertos na minha casa, me proporcionou a melhor "viagem" da minha vida, tem o pescoço mais gostoso que conheço, de vez em quando escapa e vem dormir comigo, é o mais paciente, puxa minha orelha quando precisa. Beijamos uma vez na boca, mas eu sempre arrumo uma desculpa para beijar o seu pescoço.

Marido 3 - o casamento mais recente. Quase a mesma idade que eu, moreno, alto, sorridente, bonito, engraçado, mulherengo, faz tudo que eu quero, me liga de manhã para lembrar o meu horário no dentista, passa o final de semana comigo, dorme comigo de vez em quando, cuida de mim quando precisa, dirige meu carro, quer saber minha opinião em tudo que faz, anda de olho na minha amiga [mas prometeu que não me abandonará], me elogia quando preciso, fala comigo todos os dias [se não fala, manda email]. Fizemos sexo duas vezes, mas funcionou apenas meia vez. Beijamos na boca sempre que estamos sem fazer nada e sozinhos.

Os três se dão muito bem, apesar de serem bem diferentes.

Acho que as coisas não andam tão ruins, mas preciso arrumar um que tenha várias das qualidades citadas acima e que faça sexo comigo.

Postado por Desiree às 12:22 AM | 3 comments



terça-feira, dezembro 06, 2005
blogs... e os homens [sempre eles]

Hoje passei boa parte do dia navegando em blogs. Há mais blogs interessantes do que eu supunha ter. E eu aqui com meu amontoadinho de divagações pessoais olhando apenas para o meu umbigo. É, o meu blog é isso mesmo, extremamente pessoal. E como meu blog tem seus momentos apimentados, preferi deixar tudo anônimo, afinal ninguém precisa se entregar por aí de bandeja.

Aí me pergunto: mas para quê eu escrevo? E para quem? Escrevo porque amo escrever, mesmo com um português um pouco capenga. Um amigo disse que se irrita com minhas mudanças de pessoa o tempo inteiro nos meus textos. Começo na primeira, de repente estou na terceira. Vício. E quando escrevo é como se eu estivesse falando. E falo assim. Gosto de colocar as pessoas nas situações. Imagine isso! Imagine aquilo! Ele disse que na faculdade onde estuda, há professores que até são defensores de que este estilo não é errado. Não sei se é, mas é o meu estilo. Não vou mudar.

E escrevo para poucos, pois poucos aparecem por aqui. De qualquer forma, gosto de escrever e reler. Gosto de achar que talvez eu instigue a imaginação de desconhecidos. Apesar que ultimamente os desconhecidos devem estar querendo me pegar no colo [tal a minha carência explícita]. Ou me bater [de tão reclamona que ando].

Mulheres são assim, geralmente emotivas ao extremo. Eu não sou exceção. Até tento dosar minhas emoções quando escrevo. Simplesmente não consigo. Li em lugar que as pessoas tem usado o blog como terapia, como não tenho dinheiro, eu criei um para mim. Não errei na escolha e faz um bem danado. E é um exercício e tanto.

E um post sem falar sobre homens. Mas vim até aqui porque é deles que eu queria falar. Fiz esse blog com a intenção única de divagar sobre minhas relações mundanas, que tem seus momentos bons e tem seus momentos pânico.

J (Brian) falou mal de mim. Fiquei chateada. Logo ele que é tão adulto. Disse que se afastou de mim porque de loucos quer distância. Logo eu que sou tão normal. Curioso como as pessoas mal te conhecem e já traçam um perfil de você. Ele até me comparou com uma amiga. Disse que somos iguais. Somos tão diferentes. Não deveria ficar chateada, porque sei que não vale mesmo a pena, mas fiquei porque sou um poço de emoções incontidas.

R sumiu de novo. Parece até que estou me relacionando com um gasparzinho. Mandei email e não teve resposta. Acho uma falta de educação tremenda não responder um email. É como se eu cumprimentasse alguém e esse alguém me ignorasse.

Hoje tem festa e quero me divertir. Vou dançar e dançar sempre me faz bem. Vou ver amigos e ver meus amigos sempre me faz feliz. A noite promete ser longa e espero que seja realmente boa.

Estou apática hoje... preciso melhorar meu humor! E não pára de chover, o que pode implicar em festa vazia. Quero voltar a dormir.

Postado por Desiree às 5:07 PM | 2 comments



domingo, dezembro 04, 2005
casamentos
Tive o final mais maluco dos últimos tempos. Tenho meus momentos de sobriedade profunda, mas tenho também momentos de loucuras intensas.

Casamentos já me emocionam. Imagine então quando o casamento é do seu primeiro namorado, seu primeiro amor, sua primeira transa! Até achei que seria numa boa, pois hoje eu não sinto nada por ele além de um carinho imenso. Meus pais foram comigo, o que me confortou um pouco. Lá encontrei alguns velhos amigos que tínhamos em comum e eis que chega o grande momento. Ele entra com a mãe e eu desabei de chorar. A trilha sonora do casamento era bem rock´n roll e tocou várias músicas em que fomos juntos ao show. Apesar de ter vindo em casa me convidar pessoalmente, ele em nenhum momento olhou para mim.

Depois foi a vez da noiva e eu tremi. Foi uma experiência difícil. A cerimônia foi linda e comovente. Para mim foi tudo em dobro.

Nem fui à recepção. Voltei para casa e me sentia arrasada. Tomei uma taça de vinho, troquei de roupa e fui para outro casamento.

***

Festa bacana e divertida. Presentinho inusitado do noivo. Muita champagne. Gente bonita. Música boa. Todos derretendo.

Passei a noite toda beijando os meus amigos. Isso que é celebrar e selar as amizades. Todo mundo se jogou e ficou no mesmo estado. Bolhas de sabão sobrevoavam a festa. Às 4h30 eu fui embora porque não estava muito bem. A coisa boa nesses momentos é você estar com os amigos certos. Trouxeram-me em casa, me colocaram para dormir e hoje eu acordei com uma enxaqueca terrível que fez eu lembrar da noite louca que passei.

Encontrei uns amigos, fomos almoçar e depois comprei uns livros e cd. Voltei para casa e aqui estou ouvindo Depeche Mode e com os olhos caindo.

Hora de dormir!

Postado por Desiree às 9:43 PM | 0 comments



sexta-feira, dezembro 02, 2005
charminho

Fazemos charme, damos uma de difícil, mas no fundo estamos loucas para nos jogarmos. R reapareceu com um email gostoso para informar que:

- sim, ele quer me ver de novo
- sim, ele quer vir passar uns dias na minha casa

E sim, eu estou fazendo charme para responder. Afinal fiquei mais de uma semana esperando sinal de vida do sujeito. Claro que já respondi, mas ele está lá na caixa de rascunho esperando meu charme acabar.

Postado por Desiree às 4:09 PM | 0 comments