quinta-feira, setembro 22, 2005
meu drama com o universo masculino

Estou passando por uma fase muito turbulenta. Aliás, este ano está o mais turbulento dos últimos tempos. No meu último namoro eu tive vários terremotos, mas ainda assim 2005 está sendo insuperável.

Recuperar o rompimento de um namoro, quando você ama a pessoa, não é fácil e muito menos rápido, pois várias vezes você se pega imaginando como seria aquele momento se a pessoa estivesse presente. Por mais que haja esforço em não olhar para trás, meu cérebro vive me traindo trazendo lembranças a tona. Ando irritada com isso.

Também tenho me atraído por homens errados. Um é um tanto excêntrico e apesar do contato ter se tornado assíduo desde que nos conhecemos, de sempre fazermos planos para sairmos, de trocarmos emails diariamente, de passarmos parte da madrugada divagando dentro do carro estacionado; de ficarmos a sós no quarto um do outro, nada, efetivamente nada rolou.

O outro era super acessível, perguntava por mim quando não me via, me mandava emails, me dava champagne, ria comigo, fazia piadas de mim, me provocava e aos poucos eu fui me sentindo instigada, porém quando finalmente eu estava de quatro, a história mudou de rota. Não sei se mudei meu comportamento, mas as coisas pararam de fluir. Não nos falamos mais, não respondeu mais meus emails, me ignorou no msn, não perguntou mais por mim.

E ainda outro pareceu o mais entusiasmado ao me conhecer; descobrimos um monte de coisa em comum; demos muitas risadas juntos e poucas horas depois nos beijamos, andamos de mãos dadas na rua, dançamos juntos, dormimos juntos, acordamos juntos, tomamos café da manhã juntos, ele enrolou horas para ir embora, me agarrou na hora de ir embora, ligou no dia seguinte, aceitou meu convite para jantar na mesma semana, me agarrou de novo após o jantar e depois tudo desandou. Saímos para dançar e o clima esfriou. Depois disso nada mais rolou, mesmo dormindo juntos novamente. Senti dividindo meu quarto com meu irmão [mesmo que eu não tenha um]. Mesmo assim trocamos emails e nos falamos posteriormente, fomos ao cinema e depois ele esticou para tomar uma cerveja em casa. Deitou na minha cama, me fez cafuné e foi embora. Continua mandando emails, me chamando no msn, criando projetos em comum, dividindo tudo comigo.

O que há que eles resolvem virar meus melhores amigos [no caso, há um desaparecido]? Será que é alguma ressalva de aspecto físico? Claro que como a maioria das mulheres, eu sou neurótica, tenho problemas de auto-estima que me abatem com certa regularidade. Discutir internamente [eu + eu] sobre essas neuroses até parece funcional, mas não sai do campo racional, pois o meu emocional é quem costuma dominar a área do "eu" e anda em frangalhos.

Fico pensando na pequena fortuna que necessito no momento para fazer pequenos ajustes na "embalagem" e aí me dou conta de que já gastei tudo que tinha com outras bobagens, como o computador novo, que talvez eu nem precisasse tanto assim dele.

Ser mulher já não é fácil. Ser insegura é mais difícil ainda. Levanto a bola das amigas com a maior facilidade, mas a minha está furada. É fácil me colocar no papel de coitadinha [o que também é péssimo], mas claro, tenho lá meus critérios de escolha e talvez eles estejam distantes do que deveriam estar, mas a verdade é que até acho que minhas pretensões não andam tão exigentes.

Vou virar o disco e volto.

Postado por Desiree às 12:07 PM | 2 comments



terça-feira, setembro 13, 2005
true love

Sábado fui almoçar com amigos. Após o almoço comprei um perfume apenas porque ele me lembra Paris. Tenho tantas lembranças boas de lá. Hoje estou usando-o e Paris está presente no meu dia. E ele traz lembranças fortes, deliciosas e também perguntas de como teria sido a minha vida se na época eu tivesse mudado alguns detalhes.

Já me apaixonei algumas dezenas de vezes, mas uma das mais fortes foi na cidade das luzes. Não, não foi lá, mas iniciou-se lá num ônibus rumo ao sul. Foi daquelas paixões arrebatadoras, que faz meus olhos brilharem cada vez que lembro dela. E faz tanto tempo. Incrível como eu mudei desde então. Quando voltei à minha cidade, ainda tinha aquela paixão latejando dentro de mim, tanto que as pessoas pelas quais me interessei depois disso tinham a ver fisicamente com ele. A segunda maior paixão da minha vida foi justamente uma pessoa que conheci e que lembrava-o demais. Já com essa história nova rolou um namoro que durou uns dois anos. E engraçado como são as coisas, pois há um filme que parece demais com minha paixão parisiense e meu namoro terminou após o filme, que era justamente a continuação do filme que contava minha história. Foi como viver dois fins numa só noite.

Ando pensando em paixões. Andei numa fase turbulenta e ao mesmo tempo que eu tinha uma ânsia de conhecer alguém que fizesse minhas pernas tremerem, eu me boicotava. Teve o Brian, que foi a primeira pessoa pela qual eu me interessei após o final do meu namoro, mas foi um tesão intelectual que não deu em nada e tornou-se uma simples lembrança de que sim, é possível eu me apaixonar de novo, pois quando histórias fortes terminam, nos sentimos incapazes de apaixonar novamente. É como se tivéssemos vivido nossa última história.

Mas agora estou terminando de tirar o pó do que restou e sonhando novamente. Talvez a possibilidade de uma nova história que se delineou neste final de semana, seja apenas um sinal de que devo seguir em frente e parar um pouco de olhar para trás. Apenas isso. Possibilidades são múltiplas, assim como são múltiplas as maneiras de se apaixonar, de se querer, de se entregar, de viver.

Instigada estou, mas sinto no meu íntimo que foi apenas uma chacoalhada e, de repente, o futuro [em alguns aspectos] passou a importar menos, pelo menos neste instante.

A coisa boa é que o mundo parece estar entrando no eixo...

Postado por Desiree às 2:20 PM | 0 comments