segunda-feira, dezembro 12, 2005
quando erramos o alvo... mas nos damos bem no final
Estava há pouco lendo um blog que me remeteu a uma velha história. Há pessoas que conhecemos de forma totalmente descomprometida e foi assim que conheci o Seth. No início achei que ele era gay, então me senti super à vontade. Convidei-o várias vezes para sair, até que um sábado à noite ele resolveu mostrar a cara.

É, até então eu só tinha visto foto. Foi um desses encontros que começam na internet. Tínhamos vários interesses em comum, ríamos juntos e só faltava consumar esta amizade. À primeira vista eu o achei muito mais interessante do que tinha achado até então e fiquei na dúvida quanto à minha conclusão preciptada. Seth era gay? Eu já não sabia.

Depois disso nossa amizade estreitou, até o dia que eu quase coloquei um fim nela, ops, ele quase colocou um fim nela e esse fim só não aconteceu porque fui insistente. E foi minha insistência que mais valeu a pena.

O que rolou foi que um dia ele saiu comigo e com meus amigos. Fomos dançar. Eu já solta devido as cervejinhas tomada, quando me dei conta estava me derretendo toda por ele. E então rolou o primeiro beijo, e então rolou a primeira confissão [por parte dele, claro].

Eu já toda empolgada e me deliciando com seu beijo doce, sou interrompida por ele:

- Desiree preciso te contar uma coisa.

Como alguém me interrompe num momento tão importante para me contar uma "coisa"? Que "coisa" pode ser mais importante que o beijo que está rolando?

Olhei-o sorridente e curiosa com a tal "coisa" [mesmo não querendo tal interrupção]. E então a confissão... a de sempre, nem fiquei chocada e continuei de onde eu tinha parado [ou seja, voltamos a beijar]. Ele falou da fase de descobertas e que tinha sacado que a praia dele era outra. Se eu tivesse seguido meu gaydar desde o início não teria dado nisso. Ok, eu tirei uma casquinha e das boas.

- Hmmmm... é, e eu sou apaixonada pelo meu ex-namorado que está em outro país e volta no final do mês. [naquele momento eu nem sequer tinha pensado no meu ex, falei apenas para ele porque eu também senti necessidade de ter uma "coisa" para contar]

Pronto, confissão de um, confissão de outro e já éramos íntimos.

Depois eu me apaixonei e esse foi my big mistake. Mulher, geralmente quando se trata de coração, é burra [tá, tem as inteligentes, mas não faço parte deste universo de mulheres inteligentes]. O problema dois e esse foi o pior, é que mesmo sabendo da não preferência do meu ex-futuro-pretê por pessoas do sexo feminino, eu ainda dei uma insistida. Em menos de uma semana eu saquei e aí quase que tudo foi para o brejo [ah, se não fosse a velha insistência feminina!]. Em menos de um mês acertamos os ponteiros e hoje eu não vejo mais a minha vida sem ele.

Comecei a contar essa história apenas porque houve uma confissão com um ano de atraso. Não, ele não ficou afim de mim. Estávamos numa festa dançando e ele diz:

- Ai Desiree... sabe que se fosse minha praia, eu teria ido além.

- Ahn?

Definitivamente eu fiquei na mão, mas sem problemas porque tirei a melhor casquinha dos últimos tempos.

Estou ficando homofóbica [e isso não pode ir em frente, pois caso essa homofobia tome conta da minha pessoa, em breve eu serei uma balzaquiana em crise e sozinha]. Estou mais para Grace do que para qualquer uma do quarteto nova-yorkino de Sex and the City.

Postado por Desiree às 1:43 PM |



2 Comments:
Anonymous Randall escreveu...

Seu blog é muito massa! Fazia tempo que eu não lia uma página inteira de um blog, foi muito bom você ter me visitado!

11:57 PM  
Anonymous Ti Cohen escreveu...

Muito interessante a história. Tem aquela velha piadinha: ninguém nunca viu ex-gay, casamento de anão e mais um que eu esqueci. Off topic: o all music é bom pacas!

3:39 PM  

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