quarta-feira, maio 31, 2006
polêmica
Divaguei entre um copo e outro de cerveja sobre pessoas polêmicas. O meu amigo, que também se intitula polêmico, começou até a ponderar um pouco a minha análise sobre quem é polêmico.

Certa vez um amigo me disse:

- Mulheres da esquerda são ruins de cama.

Parei para pensar se eu era de esquerda ou de direita [momento pretensioso e dúvida quanto a auto-estima]. E, depois a divgação foi se isso também valia para a ala masculina. Não fez muito sentido, já que passei alguns anos ao lado de alguém polêmico e de extrema esquerda, ou seja, em tudo há exceções [no quesito "cama", porque na questão "chatice" é unanimidade]. Isso me trouxe algumas conclusões. Geralmente os polêmicos são pessoas com problemas de auto-estima e isso pode influenciar sobre sua performance na cama. Pessoas com problemas de auto-estima podem se esforçar o suficiente para serem bons de cama e só, o que faz eles serem agradáveis em alguma coisa. Eles tem grande tendência a quererem concorrer com você o tempo inteiro e concorrência é coisa de "mulherzinha".

Continuando a análise, os polêmicos costuma ser pretensiosos, acreditam que sabem tudo e se for homem, geralmente são machistas.

Não gosto dos machistas. Acho-os péssimos em todos os sentidos. Não são confidentes, não são amigos [nunca vão entender seus rompantes e para eles, mulheres que resolvem ter uma "aventura" não são "sérias"], tem problemas de auto-estima, precisam de tratamento profissional, geralmente são ruins de cama [a pergunta no final é "foi bom para você?" e a tradução é "sou bom demais, não sou?"] e tem grandes chances de serem edipianos. Fujo deles e uma experiência bastou para reconhecer um de longe. Enfim, tipo que deveria entrar em extinção.

Adoro pessoas que gostam de provocar, mas muitos confundem "provocar" com "polemizar" e o segundo muitas vezes surge sem fundamento qualquer. Baseei-me em tais conclusões por já ter sido uma adolescente em crise, já ter tentado causar polêmica [sem sucesso, pois sou intrinsecamente mediadora, o que também é um desvio problemático e que tem sido analisado constantemente].

O que eu adoro nos polêmicos: eles sempre me fazem rir bastante, o que também não deixa de causar prazer.

* o texto não refere-se a pessoas que causam polêmica de vez em quando, mas os que vivem dela

Postado por Desiree às 12:44 AM | 17 comments



terça-feira, maio 30, 2006
escolhendo um vibrador
Eu precisava comprar um presente de aniversário para uma amiga e resolvi ser original e comprar um vibrador para ela.

Entrei em um sex shop com uma outra amiga e não sabia por onde começar, mas achei que o tamanho era algo importante na escolha. Inicialmente não fui para a sessão de vibradores e sim para os pênis de borracha. Achei legal como eles tentam ser fiéis à variedade de formas e tamanho.

Escolhi um dentro do padrão, afinal não sei muito bem quais são as preferências da minha amiga.

- Esse não é duro. - falou o vendedor

Apertei e fiquei sem entender o porquê de venderem pênis de borracha mole.

- Hmmmm... e a cinta? - aí me toquei o que era exatamente o objeto que eu tinha escolhido. - É, não é isso que estou procurando. Vou dar uma olhada na outra prateleira.

Fui para a sessão de vibradores. Fiquei por alguns minutos discutindo com minha amiga qual era o ideal. Tinham uns bem legais, mas o problemas eram os preços.

- O que acha desse verde?

- Verde?

- É, assim é diferente do habitual, não acha? - e rimos

- Ela vai se sentir com um ET na cama.

- Ou duende. Pode até escolher.

- É verdade.

- Gostei do formato. Não é grande e bem anatômico. Acho que ela vai curtir. Você gostaria de ganhar um assim?

- Hmmmmm... não sei.

Segui para o balcão e entreguei o brinquedinho verde.

- Coloque a mão para sentir como é a vibração. - diz o vendedor

As duas correm e se entusiasmam com o aparelhinho.

- E as pilhas?

- O dinheiro hoje não vai dar. Vou levar sem pilha.

Dia seguinte:

- E aí, gostou do presente?

- Adorei, mas está sem pilhas. Tentei usar as pilhas do controle remoto, mas não rolou. E adorei ter um penis de duende.

Cheguei à conclusão de que somos, às vezes, todas muito parecidas.

Postado por Desiree às 12:15 AM | 15 comments



diálogo do dia
- Eu queria tanto conhecer alguém normal. Como será que é?

- Não sei, não conheci ninguém assim.

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sexta-feira, maio 26, 2006
diálogo da semana
- E aí, beijou alguém durante a viagem? - me pergunta um amigo

- Não. Estou em uma fase "comprometida".

- Sei. Com quem?

- Com país neutro.

- Mas ela bem que tentou. - outro amigo entra na conversa

- O que? - pergunta o primeiro

- Beijar, mas no dia seguinte descobriu que o cara é gay.

- Ele era esquisitinho?

- Não, até que ele era bonitinho. - responde o outro amigo

- Sério?

- Ah, o país neutro também é bonitinho. - aleguei

- Ele é bem estranho, isso sim! - fala o primeiro

- Como assim? - pergunto indignada

- Ele é playboy, Dê.

- Playboy? Ele é europeu. País neutro, mas europeu. Estilo básico, ué!

- Ele é bem esquisito. - diz o outro

Esqueci neste momento de lembra-lo que logo que o conheceu, este mesmo amigo disse que o beijaria fácil, mas pelo jeito já tinha desistido da idéia. Sorte a minha, porque há amigos que quando dizem que "beijaria alguém facilmente", eu fico com medo. Sabe como é, todo mundo aumentando o leque de opções, que é melhor não arriscar.

- Eu acho ele gatinho.

- É, você acha todos com quem você fica gatinhos, mas eles são sempre esquisitos.

- Ciumentos. - pensei, mas não dividi o pensamento.

Postado por Desiree às 10:33 AM | 11 comments



quarta-feira, maio 24, 2006
aumentando as opções
Nós mulheres muitas vezes nos desiludimos com os homens. Talvez os homens se desiludam muitas vezes com as mulheres, mas aí eu não sei, pois geralmente eles não me contam.

Skol Beats também é um lugar de revelações. As pessoas se jogam e colocam para fora aquele "eu" que anda bem escondidinho. É, as drogas, as bebidas e outras coisinhas [tipo?] faz isso com a gente. Claro que é um "eu" geralmente exacerbado, mas que tem muito mais do "eu" nessas situações, ah, isso tem.

No meio dessas revelações uma amiga descobriu um novo universo. Ela, que costuma brigar com sua auto-estima, foi cantada por uma das meninas mais lindas da noite. É, exatamente o tipo de parar o trânsito. Geralmente, nós mulheres que preferimos o sexo masculino, brincamos que se uma Angelina Jolie aparecer na nossa frente, a gente até abre uma exceção. E foi isso que aconteceu.

No domingo até passou mal de tanta novidade. Durante a semana era pura alegria incontida e excitação com a história.

- Eu não sou lésbica. Sempre achei mulheres bonitas, mas nunca tive tesão por elas.

- Ah, desencana de ser ou não ser e curta. Você está toda empolgada mesmo. Deixa o preconceito de lado.

- Será?

Telefonemas, emails e msn cheio de coraçõezinhos. E claro, a minha amiga com a cabeça nas nuvens e criando um mundo de expectativas, que foi o que ferrou tudo [mas já consertaram]. Do outro lado, a outra amiga [ah, esqueci do detalhe, ambas são minhas amigas] exatamente no mesmo estado, a diferença é que a segunda da história tem um namorado, que foi o que começou a pesar.

E, nós mulheres, estamos sempre abertas a discutir a relação, mesmo que ela esteja ótima. Uma semana depois e mesmo ainda não tendo rolado o sexo [afinal a minha amiga poderia não curtir e querer pular fora do barco], a discussão começou a rolar solta.

- Estou vendo que vou me ferrar nessa história.

- Ahn? Como assim?

- É, estou me apaixonando e ela não vai terminar com o namorado para ficar comigo.

- Ahn?

Aí veio à tona a maldição: mulheres amam discutir relação, então imaginem duas juntas? Pronto, metade do relacionamento é prazer e metade é discussão. O bom é que como adoramos falar, fica mais fácil ser entendida essa necessidade, as neuras e inseguranças são parecidas, entendemos melhor as reclamações sobre balança e a fase tpm.

- Acho que precisa de um homem na relação.

- Mas somos duas mulheres.

- Tá, mas alguém tem que ser mais racional. Uma semana e já discutindo a relação? O que é isso?

- Como assim?

- Está mulherzinha demais essa história.

- É, você tem razão. Vou tentar mudar.

E a história está rolando com seus altos e baixos, pois obviamente minha amiga não mudou, porque mulher não muda assim de uma hora para outra.

Dizem que não tem ex-gay. E ex-lésbica, existe? Ou mulher é muito mais aberta, moderna e despudorada que ser bi é bacana e aumenta o leque de opções?

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quarta-feira, maio 17, 2006
ausência
Temporariamente em lua-de-mel com país neutro.

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sexta-feira, maio 12, 2006
sosingular
Ainda remetendo ao meu lado imagético, um dia desses eu comprei um livro apenas porque gostei da capa. Não busquei referência, não li sobre o que que era. Apenas consultei o valor, achei razoável pela capa bonitinha, paguei e segui ansiosa para chegar em casa e desvendar os mistérios daquele livro. Não havia nenhum. Entediei-me na terceira página e logo pensei por qual livro eu o trocaria, porque aí cheguei à conclusão que capa bonita por capa bonita, eu compro a Vogue todo mês. Dias em que mera aparência nos decepciona.

Eu não gosto muito de me identificar com livros. Gosto de estranhamento. Gosto de me perceber, mas não descaradamente. Gosto quando sinto que sou cutucada. Não gosto de leituras que eu tenho a impressão que foram escritas a partir da minha pessoa. Não me acrescenta nada de novo, faz eu me sentir a mais normal do planeta e parte de uma comunidade de mulheres aborígenes que todos os dias se olham no espelho e repetem "eu sou feliz sozinha, eu sou feliz sozinha", rumam ao trabalho sonhando com o princípe encantado que está careca de saber que não existe, mas dá mais uma chance para sonhar bestamente com uma história de amor, que ela sabe que não vai acontecer, pelo menos não daquele jeito todo cinderela.

É, o livro traz à tona a mulher moderna, que sabe o que quer, que ama os amigos, que não tem tempo para nada, que é comprometida apenas consigo mesma, que é exigente, que quer uma relação, mas não quer qualquer uma. É o tipo de mulher que assusta e muitas vezes se esconde atrás de suas próprias fragilidades e mascara seus sonhos.

Sabemos que ninguém precisa de ninguém para ser feliz, mas isso não é o suficiente para querer ficar sozinha. Sabemos que ninguém merece uma relação estressante, mas mesmo assim, gastamos tempo esperando o telefone tocar, falamos horas de alguém que não nos dá a mínima, perdemos tempo com namorados possessivos que só empaca nossa vida ou mesmo ficamos confabulando sobre o que "ele" está fazendo naquele momento em que não está com você.

A definição da mulher do século XXI [ou sósingular] é “uma pessoa que se diverte sendo solteira, mas não é contra estar em uma relação, e que prefere estar só a namorar apenas para fazer parte de um par”, fora o fato de eu ser romântica. Se isso resume tudo, eu faço parte do grupo, pois não quero apenas fazer parte de um par, eu quero fazer parte de um par que tenha a ver comigo e isso parece cada vez mais difícil.

Postado por Desiree às 4:49 PM | 17 comments



mix world
Ontem fui a uma festa em que a frase da noite foi:

- Acho tão estranho quando não tem gay no local.

Postado por Desiree às 4:41 PM | 3 comments



quinta-feira, maio 11, 2006
tem que ser bonito?
O meu lado mais fútil é justamente o meu lado imagético. Eu tenho um amigo que passou a vida reclamando que a mulherada quer mesmo é um homem lindo ao lado. Não concordo. Mulher liga muito menos para essa questão de aparência do que o homem, que é um ser bem mais visual.

Eu gosto de homem bonitinho. Tenho amigas que são categóricas em gostar dos feinhos, pois geralmente eles são mais aplicados. Isso não é regra. Tem homem lindo e interessante, mas há muito interessante que está longe de qualquer padrão de beleza. Tem homem feio e sem sal também.

Meus amigos costumam dizer que eu sempre prefiro os estranhos. Eu diria que prefiro os com estilo.

Aí volto a falar sobre meu amigo reclamão, que está prestes a se tornar um misógino devido à implicância de que as mulheres querem galã de tv. Não adianta dar martelada na cabeça dele para explicar que o que falta nele é justamente "sal". Bonito ele não é, mas isso não importa tanto. Veste-se bem, mas tem um jeito meio gay e todos meus amigos juram que ele ainda não se descobriu, mas isso também não é problema, mulheres adoram gays. É neurótico e é aí que entra o problema. Ele mal conhece alguém e já começa a construir toda uma história. Eu tenho medo! Isso é coisa de mulher de ficar planejando o futuro, vendo como a história vai se desenrolar e tal. Por isso eu gosto dos homens, eles são práticos e tudo mais que eu não sou, ou seja, me complementam.

Aí ele rebate dizendo que mulher não entende homem sensível. Talvez nem todas, mas acho que ser sensível é uma coisa, ser reclamão e não estar satisfeito com nada é outra coisa. E ele continua dizendo que mulher gosta mesmo é de malandro. Fazer o que? Talvez isso seja algum problema genético, mas enfim, gostamos [a maioria] de homem que faz acontecer. Eu não gosto do "malandro", mas gosto de homem que me chacoalha de alguma forma. Não sei lidar muito bem com os "bonzinhos demais".

Somos bem estranhas, isso é fato. Queremos uma coisa, mas gostamos de outra. Queremos um homem romântico, sensível, bacana, mas se for tão perfeito, ele corre o risco de nos entediar com uma facilidade incrível. Queria que fosse mais simples, mas fazer o quê se somos seres tão complexos, paradoxais e que muitas vezes não sabe o que quer?

Uma amiga sempre diz "agora eu gosto é de quem gosta de mim". Acho lindo, funcional e bem pensado. Na prática não funciona. Na contra-mão ela se desgasta num joguinho incrível por alguém que eu não sei se gosta dela. Talvez ele jogue também e eu detesto homens que jogam. Eu sou mais direta nesse quesito. Jogar é algo que sempre me cansou muito. No máximo uma partida de vôlei.

Se beleza põe ou não à mesa, o que importa? Sempre haverá alguém que vai gostar. E, enquanto isso, eu me delicio com rostos bonitinhos e ordinários.

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sábado, maio 06, 2006
por que eles retornam?
Na adolescência o maior mistério para mim foi desvendado por um moleque de 15 anos e a resposta foi dada na revista Capricho. A questão era "porque quando estou namorando, ficam todos no meu pé e quando estou sozinha, ninguém me quer". A resposta dada sabiamente pelo tal moleque é de que a garota ficava mais bonita e divertida quando estava apaixonada.

Sabemos hoje que quando nossos corações batem a mais por alguém, o restante do mundo parece nos notar. Eu fiquei um ano amargando o fim do meu último namoro. Não fiquei jogada às traças, não perdi a esperança no amor, não jurei para mim que ficaria sozinha, pois estaria melhor assim, não passei a abominar a espécie masculina e nem cogitei mudança de time. Ao contrário, fui busca-lo como aliado, deixei o coração bem aberto para dar aquela ventilada e torci mesmo para me apaixonar logo.

Foi uma história atrás da outra e claro, algumas delícias e outras frustrações.

E enquanto rola esse vai e vém de pessoas nas nossas vidas, algumas vezes somos surpreendidos por alguém que revira nossos olhinhos e nos causa aquele friozinho na barriga! A gente se joga.

E então, o tal, finalmente enterrado após um ano, reaparece cheio de glória. Um ano fingindo que você não existe e então ele parece sentir os bons fluídos que andam em torno de você e resolve invadir sua vida.

Para alguém que nunca fez uma surpresa sequer, aparecer na sua casa em plena 1h da madrugada para convida-la para uma cerveja é de cair o queixo. E aí você pergunta: o que ele quer agora?

Finge que não quer nada. Invade seu apartamento, se joga no seu sofá, toma seu vinho, passa as mãos nos seus cabelos, pega na sua mão, olha fundo nos seus olhos e insiste para sair com ele. Você está descabelada, enfiada numa micro-saia, que foi o que deu tempo de vestir para abrir a porta, bocejante, virando uma taça de vinho para tentar entender tal comportamento excepcional.

Não faz perguntas. Ambos fingem que o tempo não passou, que agora são amigos, você quer dispensa-lo, mas demora um pouco para conseguir. Quando finalmente ele vai embora, você fecha a porta, se joga na sua cama, que agora parece tão grande e vazia, e se entrega à maldita insônia que a abate após tal episódio.

Por que eles retornam? Não sei, mas parece que querem aterrorizar a sua vida.

E de repente ele passa a ligar frequentemente, muitas vezes inventando desculpas esfarradas, alegando ligação por engano até que em plena sexta-feira, ele toma coragem e a convida para um cinema, que você não está afim.

Ficou meses tentando entender o porque ter terminado daquele jeito, chorou como louca, ligou e não foi atendida, foi deletada do msn dele, enviou email e não teve resposta e então, se cansou e virou a página, claro que muito lentamente. E quais ventos o traz de volta? Talvez não descubra nunca.

Como no primeiro encontro, você apenas ficou curiosa, mas não chegou a se comover, não vê mal algum em topar um café, já que o cinema acha arriscado demais, pois vai que ele pega na sua mão, passa a mão nas suas pernas e aproveita o escurinho para te beijar e o pior, você não consegue resistir?

Tudo pensando: ele aparece com cabelo novo e justamente do jeito que você sempre disse que adorava, mas ele não cortava só para não fazer seu capricho. Está vestido do jeito que você gosta, mas que não é muito o estilo dele. Sorrisão estampado e cara de quem não quer nada.

Tomam café, você fala compulsivamente por 8 minutos até ser cortada, então você pára, respira e deixa as coisas por conta dele. Nada se revela. Absolutamente nada. Ele quer ser seu amigo? Você busca sinais. Nenhum. Ele ainda volta a insistir no cinema, mas você recusa alegando indisposição pós-gripe.

Vão embora, se despedem com um beijo rápido no rosto e ficam de se falar. Você parte com um clima estranho e não sabe exatamente o que está sentindo, afinal ele fica tão gato com a cabeça raspada. E a pergunta volta: por que agora?

Postado por Desiree às 10:35 PM | 17 comments



terça-feira, maio 02, 2006
usando camisinha
Ontem passeando num blog, achei uma pesquisa bem curiosa de como o italiano lida com a camisinha. Vejam o resultado dos 1600 que foram entrevistados sobre tal apetrecho:

65% não usam porque camisinhas custam caro
41% porque é vergonhoso comprar nos supermercados ou farmácia
22% porque é complicado usar
58% pois não querem parar as preliminares e estragar aquele atmosfera de tesão
49% porque o preservativo reduz a satisfação
42% porque não é natural fazer sexo com camisinha

O que me assusta é que nem sempre somos tão cuidadosos como deveríamos. Eu já cometi meus deslizes e quase arranquei os cabelos, bati na minha cara e fiquei uma hora ajoelhada no milho para aprender a me comportar como uma moça moderna. Essa pesquisa bem que poderia ser adaptada ao Brasil numa boa, porque eu acredito que muita gente por aí não usa camisinha, basta ver como os moçoilos se comportam quando estão conosco.

- Você tem camisinha? - ela pergunta

[cara de decepção]

- Não tenho.

- Então não rola.

- Só um pouquinho.

E se deixar, rola tudo e todos acham que gozando fora não há qualquer risco. Aham...

Eu tinha vergonha de comprar camisinha, mas como vi que a maioria dos homens não carregam a bendita com eles, achei melhor ficar prevenida para eventuais aventuras. Hoje compro na boa e quem diz que é complicado usar, que é caro e que a camisinha reduz o prazer, é porque não entende nada sobre sexo. Claro que sem ela é muito melhor, mas não dá, né? Então vamos tirar proveito da borrachuda e usar a criatividade.

Postado por Desiree às 3:35 PM | 15 comments