quarta-feira, julho 23, 2008
Confissão
Escrevo este blog há bastante tempo e vez ou outra eu assumi a autoria dele, não aqui, mas nas minhas redes sociais e entre meus amigos.

Quando comecei a escrevê-lo eu estava passando por uma separação bastante dolorosa e precisava colocar pra fora tudo que estava sentindo. Passou, eu me animei com o blog e resolvi deixá-lo como estava, ou seja, utilizando pseudônimo, inventando histórias, me apropriando de outras e dando autoria de histórias minhas para outras pessoas.

Recentemente fui convidada para estrear uma coluna no Canal Mulher no Guia da Semana. Como estou prestes a sair de férias e atolada em projetos, eu decidi que publicaria um texto deste blog para facilitar a minha vida. Ok, assumo que isso é preguiça, mas neste momento eu recorri mesmo à alternativa mais simples.

Publiquei o texto "Ejaculação Feminina" e algumas pessoas contestaram a autoria, pois já tinha lido ele aqui. A idéia não é publicar textos daqui lá, mas escrever textos inéditos. Então, se alguém teve alguma curiosidade de quem sou eu, acho que agora essa curiosidade não existe mais.

That's it!

Postado por Desiree às 11:02 AM | 7 comments



quarta-feira, julho 09, 2008
Conteúdo...
Passei parte da vida preocupada com meu conteúdo. Lia muito, ia constantemente ao cinema, teatro e exposições. Poderia estar em qualquer roda que eu sempre teria assunto para discutir nela. Gostava de discutir literatura, teatro, cinema, filosofia, sociologia, história.

Dei-me conta de que tudo que fazemos é para nos garantir sexo. Eu queria não apenas ser inteligente, mas parecer interessante. Queria que meu conhecimento fizesse de mim alguém mais desejada.

Cansei. A vantagem da idade que avança é que de fato (na maioria das vezes) somos nós mesmas. Ainda me importo com o que as pessoas acham de mim, mas com bem menos relevância. Troquei os livros pelas revistas e dei descanso para o meu cérebro. Nietzsche de repente era uma lembrança distante. Entreguei-me sem qualquer pudor à minha futilidade, a qual eu demorei 3 décadas para assumi-la.

Gosto de estar em rodas e falar bobagens. Gosto de me jogar no sofá e ver séries que não me fazem pensar. Gosto de soltar meus venenos.

Recentemente uma amiga reclamou que os homens não gostam de mulheres fodonas. Eles preferem as complacentes. Aí pediu para eu pensar em todos os amigos fodões que temos. Como temos sorte, a lista não era tão pequena. Como temos azar, nenhum deles está conosco. Percebemos que mais da metade dele está com alguém ok. Quando discuti esse mesmo assunto com um amigo que eu considero fodão, ele respondeu que duas pessoas fodonas resultam em curto-circuito.

Só aí me dei conta de que ando alguém bem comum, então um desses aí que eu considero fodão poderia me dar uma bola, hein?

E se alguém que eu gostar fizer questão do conteúdo, eu dou um pendrive com tudo: com músicas que gosto, com e-books que marcaram minha vida, com fotos das viagens interessantes que fiz, com textos que atuei, com textos que escrevi, com minhas resenhas, meus devaneios.

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Postado por Desiree às 8:04 PM | 6 comments



Sex and the city e eu
Este blog foi inicialmente inspirado na série, porém num momento distinto em que sexo parecia algo inalcansável. Basta ler meus primeiros textos caso tenha curiosidade.

Quando anunciaram o filme, eu entrei em polvorosa, pois morria de saudades do quarteto que me inspirou por um bom tempo.

Voltando no tempo.....

Fui a uma festa com meus amigos. Logo que entramos no carro eles anunciaram que me arrumariam um namorado neste noite. Eu ri e falei que estaria esperando. Em duas horas de festa já tínhamos nos convencido de que eu não arrumaria ninguém por ali. Continuei com meu copo e me sentindo imponente no lindo vestido que eu tinha escolhido para me acompanhar naquela noite.

Conversa com uns aqui, conversa com outros ali. Já no meio da madrugada eu resolvi arriscar a pista e logo fui puxada por um cara com quem tinha trocado poucas palavras logo que cheguei por lá. Não demorou para que ele me tomasse nos braços e me beijasse.

Depois fui levada até a porta de casa, dei meu número de telefone e ri ao me dar conta de que a noite tinha rendido algo que eu não esperava, mas talvez meus amigos sim.

Dias depois ele me ligou e saímos para jantar. Confesso que me senti incomodada quando ele pegou na minha mão e me agarrou em frente a portaria do meu prédio quando se despediu de mim. Não estou muito acostumada a isso.

No dia seguinte combinei com algumas amigas de assistirmos o filme "Sex and the city". Enquanto uma delas não chegava, eu tomava meu café na cafeteria do cinema e narrava a minha noite anterior. De repente parei e soltei para ela:

- Aliás, ele é aquele ali.... que está com a.... namorada.

Confesso que a decepção bateu forte. Rimos, afinal estávamos indo assistir um filme que discute justamente as atuais relações amorosas e neuras femininas. Lá estava eu fazendo parte da história antes mesmo do filme começar. Entramos no cinema, passei por ele, enquanto ele acariciava a garota com quem estava.

Obviamente não resisti em mandar um sms dizendo "que coincidência, você também assistindo sex and the city". Não houve resposta.

Somente no dia seguinte é que ele se pronunciou e trocamos vários torpedos até ele dizer que ela não era namorada, mas sim mais "uma". Não com essas palavras, claro, mas com esta tradução literal.

Fiquei desapontada, mesmo ele não tendo muito a ver comigo, mas por ser alguém que eu gostei de conhecer e que me deixou com vontade de conhecer mais.

Percebi que as coisas andam tão difíceis na ficção quanto na realidade. E que minha vida, talvez menos dramática, é um grande episódio de "Sex and the city".

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Postado por Desiree às 7:35 PM | 4 comments