segunda-feira, fevereiro 12, 2007
papo de boteco
Hoje na hora do almoço junto com os detalhes do final de semana, as histórias ouvidas nos corredores, sofá da sala, café, boteco vieram juntas à tona. E claro, eu com meu radar atrás de um bom assunto para poder vir aqui tirar o pó, anotei tudo.

Quando eu tinha uns 16 anos fui traída pela minha melhor amiga. Eu estava no meu primeiro namoro e ela também. Saíamos sempre os 4 até eu descobrir que depois que cada um ficava na sua respectiva casa, meu namoradão voava para a casa da danada da minha amiga e se jogava nos braços da vadia, é, é assim que eu a chamei quando descobri. Afinal eu tinha 16 anos e isso era algo imperdoável para mim. Três meses depois estávamos novamente grudadas para cima e para baixo. Eu perdoava tão fácil quanto odiava alguém por instantes.

A história que ouvi hoje não foi muito diferente. Não houve ódio, mas talvez uma ressaca moral das partes. A moçoila da história que se sentiu atingida por outrém não teve o melhor dos comportamentos nos últimos meses, por isso ao mesmo tempo que se sentia chateada por saber que sua amiga estava saindo com seu último ex-caso [afinal ela fez questão de salientar que ele era apenas um caso, mas que ela gostava mais dele do que deveria e estava no momento numa fase murphyana - a tal força do pensamento neste caso - para conseguir cruzar com ele sem ao menos desejar um abraço mais caliente] sentia que merecia o que estava rolando.

A nossa moça da história após ter sido deixada de lado se lançou em comportamentos nada de boa família ou como manda o figurino e hoje olhou para o espelho e disse a si mesma depois de saber o que andava rolando com o cretino:

- Lembra-se que cresceu ouvindo "aqui faz, aqui paga"? Agora CHORA!

Dramático? Talvez! Ela estava mesmo arrependida de alguns atos que cometera e tomou a rasteira como lição. A que andou se jogando nos braços de seu ex-caso tentou uma aproximação, um bate papo, mas a preguiça da minha amiga não permitiu prosseguimento na tentativa de explicações, afinal o que se explica em momentos assim?

Na época em que eu levei uma rasteira da minha melhor amiga, o que mais me comoveu e fez com que eu voltasse a falar com ela meses depois, foi a sua sinceridade diante do fato:

- Eu não aguentei! Quando vi, estava acontecendo.

Simples assmi. Não existe o não querer. Ninguém faz o que não quer em casos como este. Faz porque sente tesão e aí só não pensamos com a cabeça debaixo porque não temos uma. E histórias acontecem, homens existem aos borbotões, mas muitas vezes os mais interessantes parecem ser os que andam tirando o sono de alguém que gostamos.

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Postado por Desiree às 11:49 PM |



3 Comments:
Anonymous Chic0 escreveu...

Um amigo disse uma vez... "Se eu acabasse apaixonado por uma garota sua, eu tentaria tomá-la de você..."
Gostei da sinceridade, mas fiquei preocupado...
Bem ou mal, continuamos amigos e ele nunca soube direito com quem eu saía ou não.

9:46 PM  
Blogger ju532000 escreveu...

Oi, blz? Sou Jr., Gostei muito do seu blog... super legal...!
Interesssante o último tema...., acerca do mesmo só me pergunto:
_ Até quando devemos nos levar pelo instinto? temos que satisfazer todos os nossos desejos, pq afinal o tempo é curto, ou devemos nos privar de certas atrações em prol de um outro tipo de relacionamento, seja amizade ou namoro...???

8:34 PM  
Anonymous Érica escreveu...

Eu provavelmente não perdoaria, o que é um paradoxo enorme na minha filosofia do "amor livre".
Pa-ra-do-xo...
Até que soa bem.

11:06 PM  

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