segunda-feira, agosto 01, 2005
de repente o sexo ficou fácil...

Mudei meus hábitos. Eu andava excessivamente neurótica. Claro que disfarço isso muito bem e as pessoas creditam minha euforia a outros fatos. Excesso de programação e agitação foi uma forma que encontrei de não pensar em nada. Quase funcionou.

Ontem calculei que não faço sexo há três meses. Assisti um episódio do "Sex and the City", em que elas discutem a falta de sexo e a Charlotte diz que ficar seis meses sem sexo, faz você voltar a ser virgem.

Eu estou me sentindo virginal. Espinhas, tpm, hormônios ululantes. O problema é que estou numa fase sentimental, então não consigo agir apenas pelo instinto animal. Quando eu estava nesta fase, os homens não estavam muito aí para mim, agora que saí dela, eles querem me comer [literalmente - mesmo sendo uma expressão nada sutil].

Não sou uma pessoa de beleza rara fisicamente falando. Aliás, não sou mesmo bonita. Sou magrela, cabelos curtinhos e tenho mais dentes do que boca. Ok, não sou um monstro e nem quem olha para mim não sente piedade tipo "coitada, como ela é feia". Mas não chamo muita atenção por onde passo. Então uso artifícios para chamar, afinal a auto-estima precisa ser alimentada. E nessas horas, estilo é tudo. É nele que busco o ar da graça e algumas vezes funciona.

Prometi que ficaria enfiada em casa neste final de semana. Claro que não consegui por muitas horas. Corri na manhã de sábado, tive enxaqueca a tarde, passei horas agradáveis com a família e à noite meu corpo tremia querendo alguma agitação.

Lá fui eu assistir um belíssimo espetáculo de dança num dos teatros mais chiques da cidade. Ganhei o olhar e um sorriso desconcertante do homem mais interessante da noite. Como andava me sentindo um verdadeiro patinho feio, eu resgatei minha auto-estima que andava na maior baixa. Meu amigo achava que eu tinha mesmo era que levar um bailarino para casa, mas ele esqueceu que agora sou romântica.

À 0h, inacreditavelmente, eu estava repousando no meu colchão de molas com a cabeça no meu travesseiro de penas de ganso [coitado dos gansos]. Às 4h da matina o celular toca, às 5h eu estava de banho tomado, produção feita, café da manhã ingerido e animadíssima para uma festinha after hour.

Nunca me senti tão cheirosa e lúcida, afinal as pessoas estavam ali há horas, o que resulta em suor, cheiro de cigarro impregnado em cada partícula do corpo e claro, a maioria com álcool ou qualquer outra substância ilícita ingerida. Eu parecia ter saído de um comercial de dove, era puro frescor.

Tomei um energético para entrar no clima e fui fazer um social com os amigos espalhados por lá. Encontrei um monte de gente conhecida e me senti a RP da noite. Lá pelas 6h eu encontrei um rapaz com quem eu tinha ficado há algum tempo atrás. Na época me incomodou o fato dele beijar sem língua. Achei um horror e até escrevi a respeito, afinal como as pessoas beijam na boca e não usam a língua? Eu me sentia no meio daquelas guerras surpresas, eu invadia e não havia resposta. Então não me animei muito em repetir a dose, mas o moço foi insistente e para a minha surpresa ficou duas horas conversando comigo, no final eu acabei cedendo, até porque não sou a pessoa mais difícil deste mundo.

Acabei cedendo e trocando alguns fluídos bucais, mas a reclamação foi feita: sem língua eu não beijo. E me dei conta que ele parece não muito acostumado com o ato, porque às vezes eu tinha que frear o rapaz. Foi engraçado, mas foi gostoso.

Eu estava num dia um pouco atípico, pois estava mesmo a fim de ficar sozinha. Eu queria dançar. Apenas dançar. Aliás, para noites [ou manhãs?] assim, eu preciso de um tênis com mola, porque passei o restante do dia com dor nos joelhos.

Por volta das 10h, o rapaz já não agüentando acompanhar o meu ritmo, acabou indo embora. Uma pena, pois eu já estava começando a curtir a companhia dele. Logo conheci outro, que de cara resolveu esclarecer que não era gay. Aí me dei conta de que a festinha que eu estava, estava realmente gay. Além de animado, ele era bem gato. Disse que esclareceu o fato porque tinha gostado de mim. Fiquei com a bola lá em cima, já que ele era bem interessante. Como estou romântica, eu o dispensei. Não dava para beijar duas bocas distintas num intervalo tão curto de tempo. É, eu não sou mais a mesma.

Ele insistiu para que eu o levasse para a minha casa, o que seria conveniente há dias atrás, quando eu estava incomodada com minha fase virginal. Ele chegou tarde, pois não estou mais.

Acho que os homens de uns dias para cá estão mais fáceis ou estou menos disponível, portanto mais interessante. Vai entender esses joguinhos!!! Eu não tenho é paciência. Ou eu quero ou eu não quero. Ponto final.

Postado por Desiree às 2:26 PM |



1 Comments:
Anonymous Diane escreveu...

Olá! Interessante como é a vida né? É verdade que somos nós que escolhemos as fases que vamos passar, mas não é verdade que escolhemos a hora de terminar. Quando pensamos que ainda é tempo de permanecer tudo como está, "de repente" [e nem precisa ser tão de repente assim, rs], nos acontece algum evento que é capaz de provocar uma enorme mudança, o que era certo há algum tempo passa a ser estranho para nós. Eu sempre me achei romântica, dessas + apaixonadas mesmo. Não sei se funciona se é assim ou assado. Mas eu gosto e por enqto me serve! Beijos

6:03 PM  

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