quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Namorofóbica, eu?
Ando bem inspirada, mas falta tempo para me debruçar aqui e deixar as idéias (ou constatações?) se espalharem por aqui.

Estava tomando cerveja com um amigo, que aliás, é o que mais me conhece, talvez quase melhor que eu, já que eu vivo me disfarçando para não me dar conta dos meus infortúnios. A surpresa da nossa conversa veio quando ele riu e falou:

- Dê, você já se deu conta de que é "namorofóbica"?

Eu ri, afinal sempre que estou sozinha eu me ajoelho no cantinho da sala, acendo uma vela de sete dias e oro para que Deus não se esqueça de mim e me presenteie logo com um príncipe encantado.

Conhecendo-me como ninguém ele narrou todas as histórias que vivi desde que nos conhecemos. Perdi o fôlego, pois nem eu tinha me dado conta de que foram tantas e para a minha surpresa ele tinha praticamente todas na ponta da língua. Para que terapia se você tem um amigo com memória de elefante que vive cutucando suas feridas enquanto a minha é de um peixe dourado que esquece das próprias histórias que viveu não muito após tê-las vividos? Será que sou um ser superficial?

Confesso, isso tudo é uma grande mentira, pois eu lembro sim de tudo e de todos os detalhes, mesmo quando disfarço que não lembro do que fiz. É puro disfarce para fazer de novo.

E enquanto ele me ajudava com a minha lista eu me vi com aquele sorriso do emoticon do messenger que parece um S para baixo.

Após ele desfiar as minhas histórias e apontar todas as pessoas com quem eu poderia ter namorado, mas que eu simplesmente FUGI, me fez estremecer ao me dar conta de que ele tinha um pouco de razão.

Nossa constatação final foi de que eu só me apaixono por quem não oferece qualquer risco de ficar comigo! É, exatamente isso... não me apaixono porque o ser é difícil e um desafio (claro que isso ajuda), mas porque ele não oferece risco à minha solteirice. Se há qualquer expectativa da história dar certo, eu logo me vejo interessada em outra pessoa.

Quem está lendo este texto pode até pensar:

- Nossa, que triste isso!

Pode soar, mas não sei se de fato é, já que raramente me vejo afundada por histórias má sucedidas de alguém que não me quis e já namorei por 8 anos com a mesma pessoa, o que me dá um certo crédito para eu gostar tanto de estar solteira.

Não me venha com psicologia barata dizendo que isso é um escape para não sofrer desilusões, já que com as tais paixões impossíveis que eu me embrenho, eu já me desiludo o suficiente.

Como diz o velho ditado "a fila anda".

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Postado por Desiree às 10:44 PM |



4 Comments:
Blogger Fernanda escreveu...

Não posso te julgar e muito menos pensar "Nossa, que triste", porque lendo seu texto eu tive a certeza de que o meu "problema" é exatamente como o seu.
Beijos

5:15 PM  
Blogger Alexandre escreveu...

sem querer ser filósofo barato, namorar é questão de encontrar a pessoa certa no momento certo, simples assim. estou com 2 meses de namoro depois de terminar um relacionamento de quase 5 anos, sendo que o tempo entre um e outro foi de apenas 1 mês. não foi porque a fila andou, talvez, mas gosto de pensar que ela foi a pessoa certa na hora certa.

abraço.

4:02 PM  
Blogger Chi Qo escreveu...

Acho que o negócio é apenas não fechar as portas, caso apareça a pessoa ideal.

Eu também achava ótimo estar solteiro e agora estou até morando junto e de casamento marcado! :)

9:08 AM  
Anonymous Lu escreveu...

Olha, sabe a Dori, do filme Procurando Nemo? Sou eu... e é você. Não encuque com essa coisa de esquecer. Eu sou igualzinha. Mas num pensamento polianistico infinito, paltpito que a memória de peixe é apenas uma defesa de nossa mente para se livrar de coisas não t~~ao uteis e as vezes bem doloridas. Bjs Lu

1:22 AM  

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